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Paula Neves fala sobre o marido: “Podíamos ser só amigos, mas continuo a vibrar quando o vejo”

Juntos há 18 anos e casados há 14, a atriz, de 41 anos, e o marido, o psicólogo Ricardo Duarte, de 45, falaram com a CARAS em Andorra, por ocasião do evento Seat Snow Cup.

Cláudia Alegria
9 de março de 2019, 12:06

A um mês de estrear a peça Monólogos da Vagina, na qual partilhará o palco com Júlia Pinheiro e Joana Pais de Brito, Paula Neves conseguiu uma pausa nos ensaios para se juntar ao grupo de caras conhecidas que passou um fim de semana prolongado em Andorra, no evento Seat Snow Cup. Ao lado do marido, o psicólogo Ricardo Duarte, a atriz brincou, deu gargalhadas, beijou, socializou, desabafou... Afinal, garante, teve a sorte de encontrar a sua alma-gémea, com quem gosta de partilhar os silêncios, sem qualquer sinal de constrangimento. “Tentamos aproveitar estes momentos a dois da melhor maneira possível. Apesar de estarmos num evento com mais 30 pessoas, não deixa de ser uma viagem romântica. O cenário é lindo, com charme, o que torna tudo muito encantador”, garante a atriz, de 41 anos.
– Subir ao palco com Monólogos da Vagina era um desafio irrecusável?
Paula Neves – Sem dúvida. É uma peça que, enquanto mulher emancipada, acho importante, por ser tão atual. Cada vez mais se fala em feminismo, e estamos a avançar, mas ainda temos um longo caminho a percorrer. A peça fala sobre o íntimo da mulher e, ao desbloquear esse lado, vai fazer dela uma mulher mais forte e poderosa, mais consciente de quem é.
– Revê-se nesses textos?
– Em muitos deles, sim. Tive a sorte de ter dois homens na minha vida que me mostraram o mundo: o meu pai e o meu marido. Fui educada e amada por dois homens profunda e naturalmente feministas. Apresentaram-me o mundo assim e só mais tarde é que percebi que grande parte das mulheres não era emancipada. Fiz o caminho ao contrário.
– Estão juntos há 18 anos, mas não parecem acusar a passagem do tempo...
– Até para nós é estranhíssimo pensar que já passou tanto tempo. De repente, temos um amor que já é um jovem adulto, emancipado. Somos companheiros de vida, temos um entendimento de almas, falamos a mesma linguagem.
– E presumo que façam por contrariar a tendência de deixarem de ser marido e mulher para passarem a ser apenas os melhores amigos...
– A nossa relação poderia ser perfeitamente de melhores amigos, que é, mas a intimidade é muito boa, viva, não é estagnada. Ainda vibro quando o vejo. Sempre vivi as minhas paixões de forma intensa e tive sempre a certeza do que não queria. Quando encontrei o Ricardo, percebi claramente que era ele que queria ao meu lado, o que faz toda a diferença.

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