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João Lima

Maria Botelho Moniz “Gostava de ter a oportunidade de construir a minha própria família”

Com um novo desafio profissional, a apresentadora revelou o lugar que quer conquistar na televisão.

Marta Mesquita
3 de março de 2019, 17:15

Maria Botelho Moniz, de 34 anos, já é apresentadora há cerca de oito. Já passou pelo Curto-Circuito, fez várias participações no daytime, conduziu as emissões de vários festivais de música, é comentadora do programa Passadeira Vermelha e prepara-se para ser a repórter de exteriores no novo programa dos fins de semana da SIC, Olhó Baião!. É caso para dizer que talento e versatilidade não lhe faltam. Contudo, desde que Manuel Luís Goucha partilhou que pensou nela para substituir Cristina Ferreira nas manhãs da TVI, Maria ganhou outra visibilidade, que a faz assumir em voz alta e com maior segurança sonhos cada vez maiores.
Com mais ou menos elogios, Maria nunca perde a humildade nem tira os pés dos chão. Talvez por saber o que significa perder quase tudo. A meses de se casar, a apresentadora ficou sem o noivo, Salvador, que morreu num desastre de mota, em março de 2014. Quatro anos mais tarde perdeu o pai, José Carlos. Ao ficar sem estes dois homens, Maria descobriu uma resiliência que não sabia que tinha e uma capacidade de ir à luta que lhe permitiu continuar a olhar com esperança para o futuro.
Mostrando o seu lado mais inconformado, Maria aceitou o convite da CARAS e fez esta sessão fotográfica em plena Estação de Metropolitano do Cais do Sodré. Provando que não é mulher de ficar a ver os comboios passar, a apresentadora entrou, sentou-se e, numa conversa sincera e intimista, mostrou que sabe bem o lugar que quer conquistar tanto na televisão como na vida de todos os dias.

– Hoje trocou a Maria discreta por uma mais colorida. Sente-se confortável no papel de uma mulher que dá nas vistas?

Maria Botelho Moniz – Só em privado é que dou nas vistas. Ao pé da família e dos amigos sou expansiva, até porque me sinto mais protegida. Em público sou recatada e reservada, mas nunca deixo de sorrir e de abraçar quem me procura. Dar nas vistas não é bem a minha “cena”.

– Mas não gosta de dar nas vistas por se sentir insegura?

– Talvez por insegurança. O que quero é que o meu trabalho fale por mim e não aquilo que tento parecer.

– E ficou feliz por saber da admiração do Manuel Luís Goucha por si?

– Fiquei muito lisonjeada por saber dessa admiração. Não o conheço pessoalmente e nunca imaginei que seguisse o meu trabalho. Saber que ele está atento e que teve algum interesse em mim é muito bom e até me sinto pequenina. Mas nunca recebi qualquer contacto da parte dele. Apesar de ter esta cara de menina, já aqui ando há bastante tempo e já fiz muitas coisas diferentes. E gosto muito do daytime. Mas também me vejo a fazer outro tipo de programas. Ainda há pouco tempo estive a substituir o Pedro Boucherie Mendes no Irritações, que é um programa de debate e opinião, e gostei bastante. No fundo, gosto de fazer televisão.

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