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João Lima

Raquel Prates “A adoção é um caminho que não está posto de parte”

A empresária sofre de endometriose, mas não perde a esperança de um dia vir a ser mãe.

Cristiana Rodrigues
30 de dezembro de 2018, 10:00

A conversa tem tanto de leve como de intenso e é provida de gargalhadas sonoras, aquelas que caracterizam Raquel Prates tão bem e pelas quais é reconhecida ao longe. Começamos por falar em joias, já que foi esse o pretexto para nos encontrarmos na loja Swarovski do Chiado. Ficamos a saber que a empresária, de 42 anos, não se separa da aliança, que sela simbolicamente o seu casamento de 12 anos com o artista plástico João Murillo, de 51, e que a maioria das suas joias “marca momentos, juramentos e palavras de amor”. Gosta de peças minimalistas para usar sempre e uma das suas manias são os anéis, de preferência muitos na mão direita.
E estamos nós nesta conversa quando, ao olharmos para as luzes que iluminam a Baixa lisboeta, nos deixamos envolver pelo espírito natalício e damos por nós a fazer um balanço do ano e a falar de projetos para 2019. Inevitavelmente, tocamos no tema filhos. Um desejo do qual não desistiu, mas que o diagnóstico de endometriose lhe tem dificultado. Uma doença silenciosa à qual Raquel decidiu, há cerca de quatro meses, dar voz.

– Ter expressado publicamente que tinha endometriose foi não só um ato de coragem como a tornou um exemplo para tantas mulheres. Tem essa noção?
Raquel Prates – Sim, achei que era um momento importante para contribuir para uma sociedade mais informada. A endometriose é mesmo uma doença silenciosa e muito mais vulgar do que se imagina. Há muitos casos em Portugal e o caminho é longo. O despiste num diagnóstico eficaz aos primeiros sinais ou sintomas pode poupar anos de sofrimento a um casal. A maioria das mulheres continua a lidar silenciosamente com a infertilidade. Esse tabu tem de ser quebrado.

– Durante alguns anos, nesta época, em entrevistas à nossa revista, dizia que um dos seus desejos para o ano seguinte era ter um filho. Infelizmente, e por essa questão de saúde, não foi um desejo concretizável. A esperança ainda se mantém?
– A vida é mesmo assim. Afinal, sou uma otimista. O ser humano tem uma capacidade incrível de se agarrar a qualquer percentagem de esperança, mesmo quando é diminuta.

– Visto que gostaria de ser mãe, adotar nunca foi um caminho?
– Claro que é um caminho, e não está posto de parte. Apenas ainda estamos noutra fase deste nosso processo.

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