Nas Bancas

JLI_AnaGarciaMartins-2566.jpg

João Lima

Ana Garcia Martins: “Ter um bebé prematuro é uma realidade muito assustadora”

A autora do blogue “A Pipoca Mais Doce” partilhou com a CARAS os momentos angustiantes que viveu depois do nascimento da filha, Benedita, hoje com quatro meses.

Joana Carreira
8 de dezembro de 2018, 16:16

À primeira vista, o nome Ana Garcia Martins pode não ser óbvio, mas assim que falamos em A Pipoca Mais Doce “faz-se luz”. É uma das bloggers mais influentes do nosso país – o seu projeto, pioneiro em Portugal, já tem quase 15 anos – e construiu uma família feliz ao lado de Ricardo Martins Pereira (blogger, mais conhecido como O Arrumadinho), da qual fazem parte Mateus, de cinco anos, e Benedita, de quatro meses.
Entre os textos que escreve para o blogue e toda a dinâmica familiar, Ana, de 37 anos, concedeu-nos alguns minutos da sua agitada rotina, para falar sobre a forma como Benedita veio mudar a sua vida, uma vez que nasceu prematura e necessitou de estar 15 dias internada numa incubadora devido a problemas respiratórios e de alimentação. Motivo pelo qual a blogger aceitou, com muito agrado, ser embaixadora das novas fraldas Dodot para prematuros. “Achei que fazia todo o sentido juntar-me à iniciativa solidária, porque tinha passado por esta situação há pouco tempo”, revelou.

– Como foi a sensação de lidar com um bebé prematuro?
Ana Garcia Martins – O Mateus já tinha nascido prematuro, às 34 semanas, mas foi tudo muito tranquilo, porque não precisou de cuidados especiais e veio logo para casa. A Benedita nasceu às 33 semanas, com 2,100 kg, mas ficou internada na unidade de neonatologia do Hospital de Cascais. Foram os 15 dias mais difíceis que já vivi.

– O que é que custou mais?
– Todo o processo é muito duro, o sentimento de voltarmos para casa e o nosso bebé ficar no hospital é muito violento. Só pude pegar na Benedita ao fim de muitos dias, sempre cheia de fios e com tudo a apitar por todo o lado. É uma realidade muito assustadora, para a qual não estava preparada. Sinto um bocadinho que aquelas primeiras semanas me foram roubadas, não pude fazer as coisas normais que uma mãe faz com o seu recém-nascido. Mas, olhando para trás com a devida distância, só posso agradecer por tudo ter corrido bem.

– Sentiu que a família ficou mais unida?
– Acho que sim, até porque se vivem alguns momentos de medo e incerteza. Tudo isto contribui para valorizarmos aquilo que temos, que, se calhar, tendemos a desvalorizar no dia a dia enquanto família. Faz com que olhemos para tudo de uma forma mais positiva.

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1216 da revista CARAS.
Assinatura Digital

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras