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Alexandra Moura: “tenho sido surpreendida pela vida e tem sido muito bom”

Foi em Brick Lane que Alexandra Moura apresentou a sua coleção de verão 2019. No final, a “designer” guiou-nos pelo bairro londrino, onde aproveitámos para pôr a conversa em dia.

Cristiana Rodrigues
25 de novembro de 2018, 12:26

A biologia marinha e a astronomia sempre fizeram parte do seu imaginário, por isso não foi difícil escolher o seu percurso académico, e Alexandra Moura aventurou-se no mundo das ciências com paixão. Mal sabia que uma viagem a Londres, um destino que estava no topo das suas preferências desde criança, iria alterar-lhe o percurso. Um sentido estético apurado e o gosto pelas artes fê-la descobrir o trabalho de Rei Kawakubo, diretora criativa da marca Comme des Garçons, o que a levou a rever objetivos. Trocou o estudo dos cetáceos pelos tecidos e o telescópio ficou na gaveta. O seu planeta passou a girar à volta do design de moda e tudo mudou: forma-se no IADE, vai estagiar um ano com Ana Salazar e quatro com José António Tenente. A carreira a solo começa em 2001, já lá vão alguns anos de “persistência, resiliência, altruísmo e luta”, como nos conta nesta entrevista, feita tendo como pano de fundo Brick Lane, o bairro londrino onde a estilista, de 45 anos, apresentou, na Semana da Moda de Londres, a sua coleção primavera-verão 2019, com o apoio do Portugal Fashion.

– Londres é um bocadinho a sua casa?
Alexandra – Foi uma das primeiras cidades que me despertaram curiosidade e era adolescente quando vim pela primeira vez. Sempre me identifiquei com este lado multicultural, com as expressões artísticas, e por poder ser genuína, porque tudo é permitido e aceite. Aqui sinto-me de facto em casa.

– Não planeava ser “designer” de moda. Alguma vez se arrependeu de ter escolhido este caminho?
– Não, não me arrependo. Tive muita consciência da mudança de área que tinha escolhido. As minhas outras áreas de paixão acabam por estar presentes no meu trabalho, no meu processo criativo e meditativo.

– A vida tem-lhe mostrado que o que não é planeado sabe melhor?
– Claro que sim. Muitas vezes a vida não nos dá aquilo que nós queremos, mas o que merecemos, e por vezes merecemos mais do que o que queremos. Fiz-me entender? [Risos.] Tenho sido surpreendida pela vida e tem-me sabido muito bem.

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1214 da revista CARAS.
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