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Automóvel de dez toneladas conquista fãs de arte urbana

A obra de Vhils foi a primeira a fazer parte do futuro Museu de Arte Contemporânea de Cascais e foi inspirada no novo Seat Arona. A peça, que pesa mais de 10 toneladas, conquistou os convidados, muitos deles fãs do artista.

Andreia Cardinali
11 de novembro de 2018, 10:12

Cheios de expectativas, os convidados da Seat foram chegando ao local onde será o futuro Museu de Arte Contemporânea de Cascais manifestando a sua curiosidade em conhecer a mais recente obra do artista urbano Vhils, inspirada num modelo da marca automóvel e comemorativa dos respetivos 15 anos. Foram confrontados com uma peça densa, de cimento, com dez toneladas. “Este ano, fruto de uma relação já anterior, decidimos lançar o repto ao Vhils de fazer qualquer coisa de novo para celebrar o lançamento do novo Seat Arona, e ele fez um automóvel de dez toneladas. Temos o privilégio de ter em Portugal um dos maiores artistas do mundo de arte urbana e é uma oportunidade única para, em conjunto, valorizarmos o que o nosso país tem”, explicou Teresa Lameiras, diretora de Marketing da Seat, enquanto ia recebendo os convidados.
Sara Matos, uma das embaixadoras da marca, foi das primeiras a chegar, mas não trazia a curiosidade dos restantes convidados por uma razão muito simples: já conhecia a obra, pois participou no vídeo de apresentação. “Foi muito giro. Conhecemos os estúdios onde o Vhils trabalha, fomos dar uma volta de carro no meio do nada e, quando lá chegámos, fomos surpreendidos com esta peça brutal. Fiquei sem palavras. A arte é assim. Sou fã do Vhils e acho esta ideia da Seat genial e muito inspiradora para as marcas, que têm de perceber que não se podem deixar acomodar.”
Jessica Athayde, outra embaixadora da marca, também foi conquistada pela peça gigantesca, como nos contou, aproveitando para confessar que os seus investimentos são feitos em viagens e peças de arte: “Esta peça é genial, todos os detalhes são minuciosos. Sou megafã do Vhils, aliás a minha relação com ele vem do facto de comprar arte na galeria dele. Gosto muito de novos artistas. Há quem tenha problemas de consumo com sapatos, eu tenho com arte. [Risos.] Acho que é realmente um bom investimento a longo prazo.”
Sofia Cerveira também marcou presença e, à semelhança dos restantes convidados, ficou encantada com o que viu: “A escultura ficou incrível. É uma iniciativa extraordinária da Seat desafiar o nosso maior nome de arte urbana, de quem sou fã.”
O homem da noite, o próprio artista, contou como lhe surgiu a inspiração para fazer esta peça: “Já há muito tempo que queria fazer uma peça que envolvesse um carro, e, quando a Seat me fez o convite, foi perfeito. Basicamente, tentei criar um artefato, um fóssil, dos tempos que vivemos e eternizar as linhas desta nova fase da Seat numa obra. E espero que daqui a centenas de anos, quando descobrirem esta peça debaixo de água ou de uma duna, se consiga perceber o momento que vivemos hoje.”

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