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João Lima

António Fagundes e Alexandra Martins: parceiros dentro e fora do palco

Juntos há onze anos, os dois atores estão em Portugal até dezembro para apresentarem uma peça.

André Drogas
16 de outubro de 2018, 13:26

Depois de, em 2014, ter passado por Portugal com a peça Tribos, António Fagundes, de 69 anos, regressa ao nosso país, desta vez com Baixa Terapia, na qual partilha o palco com a mulher, Alexandra Martins, de 40, a ex-mulher, Mara Carvalho, o filho mais novo, Bruno, e ainda Fábio Esposito e Ilana Kaplan. De norte a sul do país, este espetáculo vai ficar por terras lusas durante aproximadamente três meses, pelo que o casal, fã confesso de Portugal, terá mais do que tempo para descobrir recantos que ainda não conhece. Depois de uma sessão fotográfica descontraída com o Miradouro de São Pedro de Alcântara como cenário, conversámos com o casal sobre a vida que já partilha há 11 anos, dentro e fora do palco e do pequeno ecrã.
– Depois de apresentarem a peça no Brasil, seguiram para os Estados Unidos, local onde nunca tinham feito uma tourneé... Qual foi a reação da comunidade brasileira?
António Fagundes – Foi muito interessante para nós. É um público muito carente de espetáculos brasileiros, raramente têm oportunidade de ver um. Vibraram muito, foi mesmo bonito! Nós temos o hábito de abrir os bastidores antes da peça. O público compra um bilhete especial e nós recebemo-lo: tomam um café connosco e conhecem a infraestrutura do teatro.
– Isso relaxa-vos de alguma forma?
– Há sempre um certo nervoso miudinho, o que é bom, mas desta forma relaxamos um pouco e, mais do que isso, aproximamos o público daquilo que é o teatro.
Alexandra – É uma oportunidade única para todos. O António recebe o público, faz a apresentação do teatro, dos camarins e passamos todos um bom momento.
– Como conseguiu juntar a sua mulher, a ex-mulher e um dos seus filhos na mesma peça?
António – Estamos tão descontraídos que não há problema nenhum [risos]. Na minha vida amorosa está sempre tudo resolvido e a amizade, que um dia se transformou em amor, permanece. A nossa terapia é essa mesmo.
– Enquanto casal, alinhariam numa terapia como a que reproduzem na peça?
– Nem terapia convencional nós fazemos, por isso, não [risos].
– Estão ansiosos por mostrar este trabalho aos portugueses?
– Estamos também curiosos para ver a reação deles. Tivemos muito portugueses no Brasil a assistir à peça e todos eles nos esperavam na saída e pediam que viéssemos cá! Quer dizer que já temos, em parte, aprovação do público português [risos]. Já estamos há um ano e meio com a peça, e às vezes passado um tempo ficamos cansados, o que não acontece com este projeto. Temos um prazer renovado a cada atuação. Tem um final impactante! Tenho a certeza que as pessoas, terminada a peça, vão falar sobre ela.

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1208 da revista CARAS.
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