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Ricardo Santos

Nuno Graciano, recém-separado “Não quero mais nada para a Bárbara a não ser o melhor”

Junto dos seus grandes amores, os quatro filhos, o empresário falou do seu novo projeto, o livro “Não me Chamem Bom Pai”.

Andreia Cardinali
13 de outubro de 2018, 16:06

Nuno Graciano nunca teve receio das palavras, nem das consequências das mesmas na sua vida pessoal ou profissional. E também sempre achou que poderia ter algum jeito para escrever um livro, e nada melhor do que um sobre um tema que lhe é muito querido e sobre o qual acredita ter poder para falar, a paternidade, já que é pai de Gonçalo, de 20 anos, Tomás, de 17, Matilde, de 13, e Maria, de oito. Não Me Chamem Bom Pai foi escrito em quatro meses e, apesar de ter sido lançado há poucos dias, tem excedido em muito as expectativas do autor. Afastado da televisão há quase três anos, altura em que criou a marca de produtos alimentares Tio Careca, Nuno continua a passar por algumas mudanças na sua vida, já que se separou recentemente da ex-modelo e empresária Bárbara Elias, mãe das suas filhas, e com quem partilhou a vida durante 14 anos. Sobre esse assunto, afirma não ter mais nada a dizer além do comunicado que escreveu no Facebook, no qual refere: “Não é um momento feliz. A Bárbara e eu decidimos neste momento separar-nos. Se partilho este momento da minha intimidade convosco é apenas para evitar especulações e notícias falsas que só trazem mais sofrimento às famílias durante estes dolorosos processos. Os comunicados de uma separação tendem a ser impessoais, porque não há forma de colocar em palavras aquilo que duas pessoas viveram juntas ao longo de tantos anos. Não só numa relação, mas na vida. Serei sempre grato à Bárbara pela aprendizagem que ambos partilhámos. Não quero mais nada para ela a não ser o melhor. As nossas filhas serão sempre o nosso guia.”
– Porquê um livro sobre a paternidade?
Nuno Graciano – É uma guerra minha já muito antiga. Há muito tempo que vou defendendo o que é isto de ser pai. No fundo, a diferença entre ser pai e progenitor. Sempre fui considerado um bom pai. Aliás as pessoas costumam dizer: “O Nuno tem mau feitio, mas é muito bom pai.”; “O Nuno trabalha muito, mas é muito bom pai.” E aquilo enervava-me, porque acho que não existe um sinónimo bom para pai. Acho que ser pai já engloba a excelência, com os defeitos e as virtudes com que cada um exerce a paternidade, da melhor forma que sabe. O Gonçalo, por ser o mais velho, foi sempre a minha cobaia e foi com ele que fui testando tudo, para o bem e para o mal. Tive várias pegas em televisão, em diretos, e hoje em dia ainda vou a tribunal por coisas que disse sobre pessoas acerca desse assunto e não retiro nem uma vírgula. Acho que os filhos são sempre um bem maior e nunca um problema menor.
– Mas já havia desejo de escrever um livro?
– Sim, já tinha tido filhos, plantado árvores e faltava-me o livro. Fui escrevendo, sabia que escrevia bem, mas não sabia se conseguiria escrever um livro, são coisas diferentes. Fui escrevendo e, no final, a editora ajudou-me a organizar os textos. Este livro está escrito em discurso direto e quem o leu diz que é como se me ouvisse a falar. Não tenho nenhuma pretensão de ser escritor, mas acho que está bem escrito.
– A verdade é que acabou de ser lançado e já vendeu bastante...
– Sim, nunca pensei que tantas pessoas quisessem o livro. E foi também com grande surpresa que percebi que todos os meus companheiros de profissão mostraram logo grande interesse em que eu fosse aos seus programas, e isso é muito agradável. Sei que este é um livro que quebra regras, muito Nuno Graciano, “pão pão, queijo queijo”.
Achou que a forma como saiu da televisão poderia fazer com que os seus colegas não quisessem dar a conhecer este livro?
– Achava era que poderia ter ficado meio esquecido. E sinto que agora, de certa forma, estou a colher um pouco daquilo que fui plantando ao logo de quase 25 anos de carreira. Na verdade, foi muito importante ir ao Alta Definição, do Daniel Oliveira, pela coragem dele em me convidar e em me “mostrar” de novo ao público. E devo referir que foi o segundo programa mais visto de sempre e acho que isso tem algum significado. Mostra que há público, que as pessoas continuam a ter curiosidade em me ouvir.

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1208 da revista CARAS.
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