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João Lima

Manuel Pinto Coelho “A Sofia fecha o meu ciclo. Meia dúzia de filhos é um número muito redondo”

“Tenho menos tempo de vida, mas mais tempo para desfrutar da família.”

Vanessa Bento
7 de outubro de 2018, 10:03

Ter um segundo filho em comum não fazia parte dos planos de Daiana e Manuel Pinto Coelho. Ainda assim, a vontade de dar a Lara, de dois anos, um irmão que crescesse com ela mudou os planos do casal, que daqui a poucas semanas se prepara para receber Sofia. Embora estejam expectantes por conhecer a filha, Daiana, de 36 anos, e Manuel, de 70, têm vivido este momento das suas vidas com o amor, o respeito e a cumplicidade que sempre marcaram o seu casamento de 11 anos. Na verdade, foi com emoção que falaram com a CARAS sobre a concretização deste desejo, sobre amor, sobre dedicação e sobre futuro. Isto porque, embora Manuel Pinto Coelho tenha a perfeita noção de que a sua idade lhe dá mais passado do que futuro, sente-se em paz em relação a isso, o que lhe permite continuar a olhar para a vida com a ternura e a curiosidade de quem não dá nada como garantido e de quem tem a certeza de que nunca se desviou do seu caminho nem da sua essência para agradar aos outros.
– Prepara-se para ser pai pela sexta vez. Ansioso?
Manuel Pinto Coelho – Não. Sinto-me curioso e expectante, porque o nascimento da Sofia fecha o meu ciclo, porque meia dúzia é um número muito redondo. Chegou a altura de arrumar as botas! [Risos.]
– A forma como se encara a chegada de um filho aos 70 é diferente da forma como se encara aos 30?
– Completamente. Confesso que já não me lembro como era a minha cabeça aos 30 à espera de um filho, mas agora é completamente diferente, porque sinto que o fator tempo tem que entrar em linha de conta, com duas perspetivas interessantes: por um lado, aos 70 anos vive-se menos tempo e, por muito craque que seja a ajudar-me a mim mesmo a chegar novo a velho, é claro que existe uma finitude, por outro, tenho mais disponibilidade para estar com os meus filhos. Agora tenho uma equipa notável, que permite que o barco ande sem ser precisa a minha presença física. E isso liberta-me para estar mais tempo em casa com a Lara e com a Sofia. Portanto, em velho tenho menos tempo de vida, mas tenho mais tempo para desfrutar da família.
– Isso faz com que saboreie a paternidade de forma diferente?
– Acho que sim. Parece que vou ser pai pela primeira vez! O irmão mais próximo da minha filha Lara tem 39 anos, portanto, já viu... É uma anormalidade muito curiosa e que me faz sentir muito bem.

fotos: João Lima Produção: Paula Madeira maquilhagem: Carla Pinho

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1207 da revista CARAS.
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