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Joaquim Norte Sousa

Júlio Torcato: "Ainda me falta fazer tudo"

Com o Douro por cenário, conversámos com o estilista, a mulher, Cecília Ribeiro, e a filha, Inês Torcato, também ‘designer’ de moda.

Joana Brandão
16 de setembro de 2018, 16:30

Aos 30 anos decidiu deixar o trabalho como bancário para se dedicar à moda. Com o apoio da mulher, Cecília Ribeiro, Júlio Torcato criou a sua própria marca e associou-se a outras, construindo um percurso ímpar e reconhecido internacionalmente. No ano em que comemora 60 anos de vida e três décadas de carreira, o estilista conversou com a CARAS sobre a década de 90 e tudo o que mudou desde então no mundo e na moda.
Natural da Trofa, tem um ateliê na Baixa do Porto, com a filha, Inês Torcato, que aos 27 anos tem já um percurso notável e um futuro promissor. Presença assídua no Portugal Fashion, Júlio Torcato diz que não gosta de olhar para trás, prefere o futuro e tudo o que ainda há para fazer.
Enquanto pensa na coleção primavera-verão 2019, conta que se imagina a voltar a dar aulas, tal é o gosto por partilhar o conhecimento e a experiência. Uma conversa descontraída na Ribeira do Porto, com a Ponte D. Luís e o rio Douro como cenários.


– Completa 30 anos de carreira. Já teve tempo de fazer o balanço?
Júlio Torcato – São 30 anos de muita atividade, a desenhar, a criar, a ditar tendências, sempre à procura de coisas novas, mas também de realização pessoal. Acho que ajudei ao crescimento do setor e faço parte dessa coisa a que chamamos moda portuguesa. E fi-lo não só em nome próprio, como também associado a várias marcas. Tenho a felicidade de fazer aquilo de que gosto. Nem sempre é fácil, mas acho que consegui contribuir com algo para esta indústria.


– Quando começou, imaginava-se a chegar aqui?
– A moda nunca foi uma carreira que me imaginasse a seguir, surgiu por acaso. Eu venho de uma família humilde, tirei o curso base de Contabilidade e sempre pensei que seria esse o meu caminho. Mas a criação artística e as artes plásticas tiveram sempre grande influência em mim. Era um autodidata: pintava, desenhava e depois expunha. Mas a minha profissão era outra, era como bancário que pagava as contas. No entanto, faltava-me algo, por isso resolvi fazer o curso de Design de Moda na Academia de Moda, Artes e Técnica. Tinha 26 anos. A Ana Costa e o Luís Costa são os grandes responsáveis pela mudança radical da minha vida, porque me incentivaram imenso, puxaram por mim, e eu comecei a gostar muito do que estava a fazer. Durante o curso recebi alguns prémios, que me trouxeram reconhecimento e me deram confiança. Quando recebi o primeiro prémio Portex [a maior feira de têxtil em Portugal] para Jovens Criadores, em 1990, já estava a desenvolver a minha marca, e depois nunca mais parei. Fui convidado para expor em Paris, no Shem, onde participei de 1989 a 1993. Seguiram-se a ModaLisboa e o Portugal Fashion, e foi então que decidi dedicar-me inteiramente à moda.

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1203 da revista CARAS.
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