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Maria Botelho Moniz: “acredito em finais felizes, mas nem toda a gente que os merece os tem”

Empenhada em tudo o que faz, Maria tem um novo projeto, o “site” Chickflick, onde explora a sua paixão por séries e filmes e partilha a sua opinião sobre os mesmos.

Vanessa Bento
9 de setembro de 2018, 11:02

Maria Botelho Moniz não é o tipo de pessoa que fique à espera que as oportunidades lhe batam à porta. Na verdade, se não as ouve bater, constrói ela própria outras portas e vai à luta. Sempre com o empenho, a humildade e a vontade de aprender que a caracterizam. Além do sorriso honesto e sentido, marcado pelas alegrias dos seus 34 anos, mas também pelas duras rasteiras que a vida já lhe pregou. A última, a morte sem aviso do seu pai, há cerca de três meses. Antes disso, em março de 2014 a morte do seu namorado, Salvador Quintela, vítima de um acidente de moto. Ainda assim, a luz e a força de Maria impulsionam-na constantemente para a frente, num caminho onde os afetos são primordiais.
Numa conversa onde os olhos brilharam de emoção, mas o sorriso e a honestidade foram uma constante, a comentadora do Passadeira Vermelha, da SIC CARAS, falou-nos da sua paixão por filmes e séries, que deu origem a um novo projeto, Chickflick, mas também de amor e de perda. Ingredientes de que tem sido feito o guião da sua vida.
– A vida tem-lhe dado boas surpresas ou têm-lhe calhado sobretudo maus momentos?
Maria Botelho Moniz – Têm-me calhado coisas boas, apesar de tudo o que de mau tem acontecido. Às vezes, o equilíbrio é difícil, mas tento ao máximo lembrar-me de que, no meio de tudo isto, sou uma sortuda. E tento sempre – é um esforço consciente – retirar alguma coisa boa do mau que vai acontecendo.
– Se a sua vida desse um filme, de que tipo seria?
– Ai, era um drama com alguma comédia negra [risos], porque gosto sempre de me rir apesar da desgraça. Acho que era daqueles filmes cheios de clichés dramáticos mas com momentos cómicos de tão absurdo que tudo é.
– Parece ter sempre um sorriso e uma leveza perante a vida. Essa é a sua arma?
– O sorriso é a melhor arma, seja de defesa, seja de ataque. Isto já é tudo tão pesado... E, depois, quem está em casa e me vê na televisão não tem culpa do que me acontece, pelo que tenho de dar o melhor de mim. E o melhor de mim é o meu sorriso.
– Essa consciência de que tudo é demasiado efémero assusta-a?
– Assusta-me. Não tenho medo quanto a mim, mas ganhei medo em relação aos outros. As pessoas que amas podem desaparecer de um momento para o outro, e muitas vezes sem avisar. E isso é difícil de aceitar, mas isto é tudo uma passagem e temos que aproveitar essas pessoas ao máximo enquanto as temos. Dou muito valor a quem me rodeia, muito mais do que dava há uns anos.

Fotos: João Lima

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1202 da revista CARAS.
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