Nas Bancas

JLEM7692.jpg

Joao Lemos

Christian Völkers recebe-nos na sua casa da ilha de Maiorca

“Não tinha o foco de me casar ou ter filhos, isso só aconteceu bastante mais tarde, depois de conhecer a minha mulher.”

Andreia Cardinali
8 de setembro de 2018, 14:12

Nasceu na Alemanha, mas o seu nome está presente em quatro continentes e mais de 30 países. Christian Völkers, de 62 anos, proprietário da imobiliária Engel & Völkers, criada há mais de 40 anos, na altura com o sócio Dirk C. Engel, que morreu em 1986, é um “homem do mundo” e, apesar de residir em Hamburgo, é na sua propriedade situada na ilha espanhola de Maiorca, numa casa reconstruída que originalmente tem mais de 500 anos, que passa todo o seu tempo disponível.

Foi precisamente nesta casa, no cimo das montanhas da vila de Port D'es Canonge, com vista sobre o mar, que recebeu a CARAS, no final de uma manhã muito quente.
Apaixonado pelo seu trabalho e completamente dedicado à sua empresa, Christian só sentiu necessidade de constituir família quando conheceu a sua mulher, Ninon, de 45 anos, com quem está casado há 15 e de quem tem dois filhos, Oscar, de 14 anos, e Teresa, de 12. Reconhece que foi tarde – foi pai pela primeira vez aos 47 anos –, mas garante ter sido “na altura certa.” E afirma, satisfeito com o equilíbrio que encontrou entre a vida familiar e a profissional: “Agora consigo dividir o meu tempo entre a família e os amigos e desfrutar calmamente do crescimento dos meus filhos. Sou um pai bastante presente e isso dá-me muito prazer. Não o vejo como uma obrigação, mas sim como um prazer e um privilégio.”
– Esta casa tem mais de 500 anos e foi reconstruída por si. Foi amor à primeira vista?
Christian Völkers – Na verdade, apaixonei-me pelo espaço e não tanto pela casa, porque precisava realmente de muito trabalho. Foi um processo moroso, porque os proprietários eram cerca de 50 e só pouco mais de 20 é que queriam vender. Foi preciso chegarem a acordo e na verdade a pessoa que aqui morava nem sequer me deixou visitar a casa. Por isso foi mesmo por causa da vista e da localização que decidi avançar para a compra.
– Já tem a casa há 30 anos e continua a fazer remodelações...
– É verdade, estou sempre em processo de trabalho e de melhoramentos. Começámos por renovar o primeiro andar, para começar a sentir a casa e perceber qual o caminho que queríamos seguir. Depois disso fizemos renovações totais e continuamos sempre nesse processo. De certa forma, este espaço é como se fosse um organismo vivo. [Risos.] Há muita coisa para coordenar, pessoas para gerir e coisas para tratar. Sou preocupado com a arquitetura, com as pessoas, com a Natureza, com tudo o que rodeia e envolve este local. Mas é um trabalho feito com muito amor.
– Trabalhar no ramo imobiliário ajudou ou dificultou este processo?
– Quando se sabe e conhece demasiado, pode ser complicado, quase como um arquiteto que decide fazer a sua própria casa. É o meu trabalho, vi várias casas, várias localizações nos mais diversos países, e decidi-me por esta. Depois, tive necessidade de manter a tradição do local e o seu caráter. Acho que o verdadeiro segredo nestas coisas de reconstruir uma casa é que ‘menos é mais'.
– Mas Maiorca já é uma paixão antiga...
– Sim, temos uma casa de família, comprada há 45 anos, do outro lado da ilha, onde a minha mãe ainda vive, e foi aí que comecei a gostar deste local. Depois, fui descobrindo várias razões para querer ficar e viver aqui.

Fotos: João Lemos

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1203 da revista CARAS.
Assinatura Digital
Apple Store
Google Play

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras