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Luís Coelho

Maria João Bahia: “Os 50 trouxeram-me mais serenidade e poder de aceitação”

A “designer” de joias, de 56 anos, partilhou com a CARAS as suas emoções e vivências.

Joana Carreira
2 de setembro de 2018, 12:06

Com uma carreira de mais de 30 anos como designer de joias, Maria João Bahia é uma mulher feliz e realizada, tanto no campo profissional como pessoal. Independentemente do sucesso da sua marca, a joalheira continua a querer fazer mais e melhor, imprimindo nas suas peças as suas maiores características: perfeccionismo e determinação. “Estou sempre a ter sonhos novos para realizar, não se esgotam”, confessa.
A vida familiar também é um motivo de orgulho. Os três filhos, António, de 29 anos, João Maria, de 28, e Martim, de 23, fruto do casamento de 30 anos com António Maria de Mello, já têm as suas vidas independentes, permitindo-lhe agora pensar mais em si.
– Onde vai buscar a sua criatividade?
Maria João Bahia – Vou buscá-la a tudo aquilo que me rodeia, às experiências de vida, àquilo que vejo e leio. Acho que é um dom que nasce connosco, que depois trabalhamos e desenvolvemos. E, ao mesmo tempo, é uma sensação de libertação. O meu trabalho é muito à base de sensações e emoções, principalmente porque crio joias muito personalizadas.
– Está feliz com o rumo que a sua marca tem levado?
– As joias que faço têm tido boa aceitação lá fora, o que quer dizer que há apetência do mercado para peças com estas características, principalmente nos Estados Unidos e Médio Oriente. Somos uma empresa pequena com produtos muito específicos e que não vende em massa. É um trabalho construído ao longo dos anos e que está a dar frutos.
– Tenta sempre atingir a perfeição a nível profissional?
– Sim, sou bastante perfeccio-
nista, não sei se é bom ou mau [risos]. Insisto sempre naquilo em que acredito e sou muito determinada e objetiva com tudo o que pretendo atingir. Vou até ao fim, gosto de estar sob pressão, essa adrenalina é boa. Quanto maior é o desafio, mais vontade tenho de o fazer. Adoro que me digam: ‘É impossível’, ‘Não vai conseguir’ ou ‘Não vai correr bem’.
– E no campo pessoal?
– Também. Faço sempre as coisas da forma mais difícil, o que depois me dá mais gozo. A luta é maior e dá mais trabalho, mas o esforço compensa.

Leia esta entrevista na íntegra na edição 2001 da revista CARAS.
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