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Jorge Rebelo de Almeida: “Ser líder é exigente, dá trabalho, é sofrido”

O empresário começou a trabalhar com 16 anos, porque não queria pedir dinheiro à mãe, que criava sozinha três filhos. Hoje orgulha-se de tudo o que conseguiu conquistar.

Cristiana Rodrigues
22 de julho de 2018, 14:05

Combinámos às 14 horas no Vila Galé Sintra Resort Hotel. Jorge Rebelo de Almeida tirou o dia para dar entrevistas. Quando chegamos, está a terminar uma sessão fotográfica para uma revista de economia. Interrompe para nos cumprimentar e sugere que visitemos esta que é uma das mais recentes unidades hoteleiras do grupo que fundou há 30 anos. Com vista para o Palácio da Pena e para o Castelo dos Mouros, em plena Várzea de Sintra, escolhemos os cenários e em menos de dez minutos Jorge Rebelo de Almeida junta-se a nós. Até chegarmos à varanda de um dos 136 apartamentos onde demos início à sessão fotográfica, o empresário vai cumprimentando os funcionários. Conhece a maioria pelo nome. É um homem de afetos e de sorrisos. De “fácil trato”, diz quem com ele trabalha. E de fácil conversa, dizemos nós. E é parte dessa conversa que fica aqui espelhada.
Fizemos o ponto da situação desde há dez anos, altura em que nos encontrámos com Jorge Rebelo de Almeida no Vila Galé Marés, no Brasil. Dez anos em que o empresário, agora com 69 anos, aumentou não só o seu “império”, com a abertura de 12 hotéis, como também a família, já que voltou a apaixonar-se e foi pai novamente, desta vez de duas raparigas: Lara, agora com nove anos, e Inês, com cinco, que se juntaram a Gonçalo, de 44 anos, e a Joana, de 37, do seu primeiro casamento.
– A última vez que conversámos foi precisamente há dez anos. Muita coisa mudou desde então, até a nível pessoal...
Jorge Rebelo de Almeida – É verdade. Não era expectável, mas aconteceu. Voltei a apaixonar-me e fui pai novamente, de duas raparigas. Entretanto separei-me e por isso não vivo com as minhas filhas, mas temos uma relação muito próxima.
– Ser pai aos 60 anos é muito diferente de ser pai aos 25?
– Claro que sim. Na altura, quando o meu primeiro filho nasceu, eu exercia advocacia, trabalhava imensas horas por dia e ainda arranjava tempo para estar com eles. Talvez pudesse ter sido uma relação mais intensa, mas foi sempre muito próxima. Ser pai aos 60 anos é um bocadinho injusto para os filhos, sobretudo porque poderão ficar sem pai mais cedo. Mas foi uma alegria tremenda voltar a ser pai.
– E agora tem mais tempo para as acompanhar?
– A partir de determinada altura percebemos que, quando não temos em quantidade, devemos procurar ter em qualidade, e é isso que tento fazer, embora não seja fácil, porque continuo a ter uma vida muito agitada. Mas falo com elas todos os dias e temos uma forte ligação. Sou de opinião de que os adultos podem fazer todas as asneiras, mais ou menos loucuras, mas devem ter um cuidado extremo em preservar a capacidade emocional das crianças e dar-lhes condições para serem felizes.

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1196 da revista CARAS.
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