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João Lemos

Rute Obadia: fotógrafa, viajante e “caçadora de sorrisos”

A “blogger” de viagens, de 41 anos, regressou a um dos seus destinos de eleição, Marrocos.

Cláudia Alegria
21 de julho de 2018, 13:50

Gosta de ser conhecida como “caçadora de sorrisos”, de captar através da sua lente – seja da máquina fotográfica ou do telemóvel – “momentos de alma e coração”. Formada em Marketing e com uma pós-graduação em Imagem, Protocolo e Organização de Eventos, Rute Obadia trabalhou alguns anos nessa área até se render à evidência de que se sentia muito mais feliz e entusiasmada quando se dedicava às suas grandes paixões: viajar e fotografar. “Sou uma fotógrafa que virou blogger de viagens”, afirma Rute, de 41 anos, autora do blogue The Blondie Traveler, onde tenta transmitir as emoções que vive nas viagens e os sorrisos das pessoas com quem se vai cruzando. A CARAS falou com a fotógrafa numa das suas últimas aventuras, em Marrocos.
– Escrever um blogue foi uma forma de passar mais emoções para além das que já transmitia nas suas fotografias? Porque é que sentiu essa necessidade?
Rute Obadia – Sempre partilhei muito as coisas de que gostava, que me chamavam a atenção, que achava que eram dignas de partilhar. Nunca gostei de guardar as coisas para mim quando ia a sítios espetaculares. As pessoas também me procuravam muito para pedir roteiros, conselhos e opiniões, e achei que fazia sentido criar um blogue para dar a minha visão dos sítios. Nunca foi um objetivo de vida ser blogger. Apesar de ter tirado o curso de Comunicação, não sou jornalista, e não era esse o meu objetivo. A ideia é passar as emoções dos sítios onde vou, aquilo que sinto, o que o meu olhar vê, e levar as pessoas a visitar também esses locais.
– E como é que surge a fotografia na sua vida?
– Trabalhei durante dez anos na área do marketing e em produção televisiva. Apesar de, simultaneamente, fazer alguns trabalhos enquanto fotógrafa freelancer, nunca pensei seguir fotografia, porque sou de uma família um bocadinho conservadora nesse sentido. Tudo o que é artes – fotografia, pintura, dança – seria hobby. Então fiz tudo by the book, tirei o curso, fiz a pós-graduação, segui a minha área e estava bem lançada profissionalmente. Tinha uma carreira, mas não era feliz, e a determinada altura da minha vida comecei a pensar: é suposto fazer aquilo que os outros esperam de mim ou aquilo de que gosto e que quero? Como não era casada, não tinha filhos, e naquela altura estava mesmo infeliz no trabalho que tinha, decidi arriscar. Claro que dei uns passos atrás profissionalmente, porque tinha uma vida estável e troquei o seguro pelo inseguro. Foi um risco do qual não me arrependo, porque hoje sou feliz.
– Diz-se que não se deve voltar aos sítios onde já fomos felizes, mas Marrocos é um destino que já repetiu diversas vezes...
– Não estou nada de acordo, acho que deves voltar aos sítios onde foste feliz porque vives outras experiências. Marrocos é um dos meus destinos favoritos, um sítio para voltar sempre.
– É uma viajante solitária ou gosta de ter alguém com quem partilhar as emoções?
– Gosto de partilhar. Tudo na vida tem outro sabor se for partilhado.
– Das inúmeras viagens que já fez, qual a marcou mais?
– A Índia, por todos os motivos e mais alguns. Numa fotografia quase consegues transmitir a cor, o sabor, o cheiro, os rostos marcados, a alegria, o sofrimento. É um povo muito colorido, apesar de ser pobre. Vês coisas maravilhosas nos sítios mais surreais e incríveis. E São Tomé também me marcou muito, pelos sorrisos, pela alegria das crianças, tão genuína, tão pura.

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