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Cuca Roseta: “Não abdico de ter os meus filhos sempre comigo”

Numa tarde passada no Alentejo, a fadista falou sobre as prioridades na sua vida: a família, a música e o ioga.

Joana Carreira
21 de julho de 2018, 18:11

Cuca Roseta é uma mulher guerreira que aproveita cada momento da sua vida ao máximo. Aos 36 anos, a fadista sente-se realizada com o percurso que tem trilhando – o seu quarto disco, Luz, lançado em novembro do ano passado, foi um sucesso –, mas é no marido, o preparador físico João Lapa, e nos dois filhos, Lopo, de dez anos, e Benedita, de dois, que encontra o seu porto seguro.
No papel de modelo por um dia, Cuca deu a conhecer o seu lado mais espiritual durante uma sessão fotográfica no Alentejo para a marca de joias Tashi, da qual é embaixadora. “Nunca gostei muito de ser modelo nem nunca tive muito jeito, tenho aprendido com o tempo. O que gosto mesmo é de estar em palco a cantar, mas é mais um desafio do meu trabalho”, afirmou.
– A Cuca e o João estão casados há um ano, mas vivem à distância devido ao trabalho dele em Inglaterra. Onde é que vai arranjar força para gerir tudo com o marido fora?
Cuca Roseta – Confesso que pensei que iria ser mais difícil, porque temos conseguido estar várias vezes juntos este ano. Custa-me sempre muito voltar e deixar o meu marido. Mas sempre fui muito independente e gosto de estar sozinha, em silêncio. Sempre tive esse lado espiritual, por isso não me assusta. Acho que a saudade mantém o fogo da nossa paixão. Sofro com a falta do João, mas quando estou com ele tenho uma recompensa muito maior do que se estivéssemos juntos todos os dias. Vivemos de uma forma muito intensa e apaixonante. Todos os dias luto por esta paixão, para não cair na rotina.
– Há tempo para namorar?
– Sempre. Ou vamos jantar ou tiramos um dia para nós. Temos equilibrado isso muito bem.
– Sente-se completa como mãe de duas crianças?
– Muito, apesar de sempre ter sonhado com cinco filhos. Mas sei que não os irei poder ter. Teria de abdicar de alguma coisa, como a música, para me dedicar à maternidade, porque não os conseguiria deixar e teria de andar com eles para todo o lado. Assim já é difícil. Às vezes tenho pena de pensar que não irei ter tantos filhos como ambicionava, mas também não podemos ter tudo.
– E é nesta ‘confusão’ familiar que se sente viva?
– Estou sempre dividida. Prefiro ter os meus filhos comigo e trabalhar ao mesmo tempo, sabendo que consigo estar a 100% para os dois. A logística é difícil, mais ainda porque viajo muito entre Portugal e Inglaterra por causa do meu marido. Quando não estou a trabalhar, lá vou eu com os meus filhos passar uma temporada a Inglaterra. [Risos.] É muito cansativo, mas também importante para a família.

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1195 da revista CARAS.
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