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João Lima

Joana Santos: “Ser mãe não é um mar de rosas, mas é a melhor coisa do mundo”

Depois de dois anos e meio de pausa, a atriz está de regresso à televisão na telenovela da SIC “Vidas Opostas”.

Vanessa Bento
14 de julho de 2018, 11:05

Quando Joana Santos terminou as gravações de Mar Salgado, em 2015, sentiu necessidade de fazer uma pausa nos seus projetos televisivos e de se dedicar a si e à família. Durante dois anos e meio, esteve afastada do pequeno ecrã, mas não se afastou dos sonhos. Casou-se, foi mãe e agarrou algumas oportunidades no cinema. Cresceu, como mulher e atriz, e cimentou o seu caminho com as certezas e a força de quem sabe perfeitamente o que quer e como o quer fazer. Hoje, a atriz está de volta ao horário nobre da SIC, na telenovela Vidas Opostas, e fá-lo com toda a entrega e profissionalismo. Em casa, e depois das muitas horas de gravações, tem sempre à sua espera o filho, Ari, de quase um ano e meio, e o marido, o realizador Simão Cayatte, as duas pessoas que mais a completam e que tornam a sua vida mais feliz.
– Vidas Opostas marca o seu regresso à televisão depois de Mar Salgado. Como tem sido este desafio? Já tinha saudades?
Joana Santos – Sim, já. Como nunca tinha estado tanto tempo sem fazer televisão, e ainda por cima com o compromisso de mais uma protagonista, confesso que no início houve momentos em que tive receio de não corresponder às expectativas. Trabalhar 12 horas por dia, chegar a casa e ainda ter de decorar o texto, tendo um bebé... Mas tive muita sorte, principalmente com a produção e equipa técnica da SP, sempre prontos a ajudar, e que tornaram este regresso muito mais fácil. Esta personagem tem-me dado muito trabalho, porque é muito exigente e complexa, mas, apesar disso, e de ter cenas muito fortes emocionalmente, posso dizer que me divirto imenso a gravar com o meu núcleo familiar, não me podia ter calhado melhor família e não podia estar mais contente com este desafio.
– Esteve dois anos e meio longe do pequeno ecrã. Foi uma necessidade?
– Sim, não só pude dedicar-me à família e amigos, como fiz coisas que há muito queria fazer. Viajei até à Austrália e Nova Zelândia, a nível de trabalho fiz a curta Menina, do meu marido, que ganhou o prémio Sophia o ano passado. Trabalharmos juntos era um objetivo, o Simão é um ótimo realizador a dirigir atores. Fiz também uma participação no filme inglês That Good Night, ao lado do John Hurt, que admiro imenso, e foi uma experiência que guardo com muito carinho. Fazer televisão pode ser muito desgastante e acho que é importante parar e fazer outras coisas. Só tenho pena de não ter feito teatro, mas não se pode ter tudo.
– Um ator também se reinventa e reencontra nestas pausas?
– Sim. As gravações de uma novela duram, em média, quase um ano. É um trabalho muito intenso durante um grande período de tempo, por isso acho necessário parar e dedicar-me a outras coisas que me enriqueçam como pessoa e profissionalmente. Pode ser só o poder ficar quieta a ler um livro, ter tempo para ir ao teatro, ao cinema...

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1194 da revista CARAS.
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