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Andreia Paes Vasconcelos: "É possível ser feliz tendo um filho com trissomia 21"

Mãe de Tomás, que tem trissomia 21, e de Francisco, a “blogger” mostra como o amor a ajuda a enfrentar todos os desafios

Marta Mesquita
24 de junho de 2018, 04:00

Como muitas mulheres que vão ser mães pela primeira vez, Andreia Paes de Vasconcellos, de 34 anos, desfrutou em pleno da sua gravidez. Ao lado do marido, Bernardo, a então especialista em vendas viveu intensamente cada etapa da gestação, criou expectativas e sonhou ao pormenor o seu bebé. Mas quando Tomás nasceu, há três anos, todos os planos caíram por terra. Bastou um olhar para perceber que o seu filho era diferente. Os olhos rasgados do bebé e a sua intuição de mãe revelaram-lhe logo o diagnóstico que naquele momento não queria aceitar.
Duas semanas mais tarde, as dúvidas dissiparam-se e Andreia deixou de poder agarrar-se àquela réstia de esperança que ainda sentia: Tomás tinha trissomia 21. Chorou, perdeu as forças, não quis acreditar. Contudo, em momento algum deixou de amar ou querer aquele filho. Alicerçada na fé e num genuíno otimismo, esta mãe de primeira viagem enxugou as lágrimas, reergueu-se e decidiu fazer da maternidade a sua missão na vida, um propósito que o nascimento de Francisco, de dois anos, veio reforçar.
Numa tarde passada em sua casa, em Lisboa, a autora do blogue Tomás – My Special Baby e do livro Tomás – Maternidade, Trissomia e Amor: A História de Um Bebé Especial mostrou como uma família unida e feliz é capaz de ultrapassar qualquer desafio.


– Nos exames que fez na gravidez a Andreia não teve qualquer suspeita de que o seu bebé pudesse ter trissomia 21. Quando o Tomás nasceu, percebeu logo?
Andreia Paes de Vasconcellos – Percebi logo que ele tinha trissomia 21. Contudo, tentei escudar-me e pensei que poderia ser um bebé feio. Senti que tínhamos sido engolidos por um buraco. Durante nove meses vivemos um sonho. Estávamos cheios de expectativas e acreditávamos que tudo iria correr bem. Depois percebemos que nada iria acontecer de acordo com os nossos planos. Foi um balde de água fria. Naquele momento senti que não controlava nada.

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1192 da revista CARAS.
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