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Ana Gomes: “Apesar de ter muitas coisas boas, a maternidade não é um mar de rosas”

Com o nascimento de Vitória, de 11 meses, a autora do blogue “A Melhor Amiga da Barbie” e o companheiro, Tiago Freixo, decidiram mudar-se para Marvila. É nesta nova casa que Ana se tem adaptado a um estilo de vida muito diferente daquele que tinha antes de ser mãe.

Marta Mesquita
20 de maio de 2018, 11:41

Há oito anos, quando criou o blogue A Melhor Amiga da Barbie, a vida de Ana Gomes, de 30 anos, mudou por completo. O sucesso que rapidamente alcançou deu-lhe confian­ça para deixar um emprego na área da produção de teatro e abraçar esta aventura digital a tempo inteiro.

Este projeto profissional levou-a a abrir as portas do seu mundo. Saiu da concha e redescobriu-se como uma mulher mais livre e com menos medos. As viagens e o contacto com novas culturas passaram a ser um estilo de vida. Seguindo os seus impulsos, podia, de um dia para o outro, fazer as malas e viajar. Contudo, quando Vitória nasceu, há 11 meses, tudo mudou. As viagens foram substituídas pelo tempo em família, a vida sem horários por rotinas mais rígidas e até a pequena casa no Bairro Alto foi trocada por uma maior, em Marvila. Nem sempre é fácil para Ana lidar com esta mudanças, mas, mesmo nos dias mais difíceis, basta olhar para a filha e para o companheiro, Tiago Freixo, proprietário de uma oficina de automóveis clássicos, para reconhecer que tudo tem valido a pena, como partilhou com a CARAS num dia passado em família na sua nova casa.
– Ser mãe sempre fez parte dos seus planos?
Ana Gomes – Sim, sempre quis ser mãe, mas já tinha desistido dessa ideia. Para mim, não fazia sentido ser mãe naquela altura da minha vida. Por isso a Vitória acabou por ser uma surpresa.
– O nasci­mento da Vi­tória mudou muito a sua vida?
– A maternidade obrigou-me a mudar de vida e a planear os meus dias de uma maneira muito diferente daquela a que estava habituada. Antes, quando tinha só o blogue, podia gerir o meu tempo com total autonomia. Agora, vivo em função dos horários da Vitória. Era aquela pessoa que, se via um voo barato, comprava logo, fazia a mala e ia. Vivia de impulsos. Morava no Bairro Alto e desfrutava da cidade. Entretanto, mudei de casa e acabei por me virar mais para dentro. Vivo mais a casa e a família. Agora, é impensável decidir viajar amanhã só porque me apetece.
– Sente saudades do estilo de vida que tinha antes de ser mãe?
– Às vezes, sim, sinto saudades da vida que tinha antes de ser mãe. Há dias que são muito duros, mas depois a Vitória ri-se e esqueço tudo. A vida vai mudando e temos de aceitar isso. Cada vez lido melhor com estas mudanças.
– É a típica mãe de primeira viagem?
– Acho que não sou a típica mãe de primeira viagem. Não sou muito stressada nem complicada. Sou descontraída. Se a chucha cai, não há problema. Mas sou muito cuidadosa com a alimentação da minha filha. Quando ela era mais pequena, andava comigo para todo o lado, até porque, como freelancer, não podia deixar de trabalhar. Sei que não sou perfeita, mas dou o meu melhor. Espero vir a ser uma supermãe.

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1183 da revista CARAS.
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