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João Lima

Fernando Ribeiro: "posso fazer muita coisa, mas volto sempre aos Moonspell”

Os Moonspell comemoram 25 anos. Pretexto para uma conversa com o vocalista, Fernando Ribeiro.

Andreia Montes
29 de abril de 2018, 10:35

O tempo não passa pelos Moonspell. Apaixonados pelo heavy metal há mais de 25 anos, nem a reação de estranheza dos portugueses na época os demoveu. Essa resiliência conta mais da vida de estrada que os casacos de cabedal ou o eyeliner preto. Gostam dos fãs portugueses, mas é lá fora que o underground grita mais alto. Nesta entrevista, em que o vocalista assume o habitual papel de porta-voz, Fernando Ribeiro fala da vida da banda, mas também do casamento com a cantora Sónia Tavares, dos The Gift, do filho, Fausto, de cinco anos, e das saudades da família nas tournées. A recente biografia da banda, Lobos que Foram Homens, escrita por Ricardo S. Amorim, foi outro dos assuntos desta conversa.
– Um quarto de século é muito ou pouco tempo?
Fernando Ribeiro – Passou tudo em fast forward desde que começámos. Há alturas mais contemplativas, em que o tempo parece mais lento.
– A mentalidade portuguesa estava preparada ou adaptou-se à medida que o projeto se afirmou?
– Não estava preparada para quase nada. Raramente está. O mais difícil foi [lidar com] a mentalidade das outras bandas. Quem nos “safou” foi a quantidade de fãs em crescendo, até hoje.
– Como avalia a evolução musical da banda?
– É das melhores coisas. Co­me­çámos como outras bandas, talvez pior. Os membros originais não tinham formação ou orientação musical. Os músicos e as lojas eram muito fechados: mais facilmente éramos corridos ou envergonhados do que alguém nos explicava quais eram as palhetas certas para tocar heavy metal.
– Tem mais tempo de vida inserido na banda do que fora dela. O que resta do músico da Brandoa?
– Era o Fernando ou o ‘Fainã’, sempre ligado à música, ouvia e tinha muitos discos. Andava sempre a chatear o pessoal com o heavy metal. Guardo o gosto de ler ao pequeno-almoço. Tenho o Brandoa dream: toda a gente dizia mal de mim e da banda, que era satânico, com cabelo comprido, feio e mal vestido, e hoje temos impacto mundial.

Fotos: João Lima

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1182 da revista CARAS.
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