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Olivia Ortiz: “Confio muito nas pessoas e às vezes acabo por me decepcionar"

Foi sem cunhas nem conhecimentos, conforme afirma com orgulho, que Olívia entrou na televisão, e é por mérito próprio que tem visto o seu trabalho ser reconhecido.

CARAS
14 de abril de 2018, 12:07

Nascida em Paris, Olívia Ortiz, de 31 anos, viveu em Figueira de Castelo Rodrigo e depois estudou fisioterapia em Castelo Branco. Encantada desde cedo com a televisão, nunca imaginou fazer parte desse mundo até ao dia em que decidiu que a sua vida poderia tomar outro rumo. Deixou a fisioterapia e mudou-se para Lisboa, em busca de novas oportunidades: primeiro a moda, depois a representação e, por último, a apresentação, a sua verdadeira paixão. “Tenho subido a pulso, não tive nada de mão beijada. Não tenho ninguém na família relacionado com este meio, nunca tive uma cunha e não sou famosa. Não sou aquela trabalhadora que está tranquila e estável, não tenho contrato com a TVI e não sei o dia de amanhã, nem se daqui a dois meses continuo a trabalhar como apresentadora. Vivo um dia de cada vez e sou muito orgulhosa do meu caminho”, explicou-nos a apresentadora.
Atualmente, além da rubrica Ricas Quintas e do Somos Portugal, tem ainda em mãos o desafio do programa da TVI Pós-Galas, onde entrevista os concorrentes expulsos da Casa dos Segredos. Neste percurso tem contado, desde há quatro anos, com o apoio do namorado, o DJ e produtor Daniel Poças.
– A apresentação hoje em dia já fala mais alto do que a representação e a moda?
– A moda foi apenas o começo, foi a minha entrada para este mundo. Na altura, quando decidi fazer uma mudança na minha vida e pôr de parte a fisioterapia, a moda foi a forma mais fácil de conseguir fazer dinheiro rápido. Mudei-me para Lisboa sozinha, não conhecia ninguém e precisava de me sustentar, pois não queria deixar esse encargo à minha mãe. A partir daí, começaram os castings, sobretudo para representação, e fui fazendo e crescendo gradualmente até ter personagens com perfil.
– Mas o que queria mesmo era a apresentação, ou a vida é que lhe trilhou o caminho?
– Cresci num meio muito diferente desta agitação, a minha família sempre foi conservadora e eu sentia que os meus horizontes eram curtos. Para mim, a televisão era mesmo uma caixinha mágica, nunca imaginei fazer parte dela. Agora, nesta fase da vida, olho para trás e começo a juntar algumas peças, e acho que sim, que já havia essa vontade.
– Isso quer dizer que a comunicação sempre esteve presente na sua vida?
– Sim, considero-me uma pessoa muito comunicativa, mas, paradoxalmente, também sou muito tímida. Confio muito nas pessoas e abro o meu livro às vezes de forma precipitada e errada, e acabo por me dececionar, mas ao mesmo tempo não gosto de dar nas vistas. Gosto de estar no meu canto, sempre procurei a discrição.
– A nível profissional, como é que contraria essa timidez?
– Com o tempo vamos percebendo como é que as coisas funcionam connosco, e neste mundo da televisão há dias em que nos sentimos muito em baixo e desiludidos, mas tenho reparado que o remédio santo para todos os meus males é estar a trabalhar e junto do público. Sinto-me muito feliz com o que faço. Apesar de não saber o que o futuro me reserva, acredito que a televisão é uma das minhas grandes paixões.

(...)

– Tendo uma relação estável há quatro anos, a maternidade já faz parte dos seus planos?
– Claro, eu e o Daniel até já temos falado sobre isso. Acho que quando se está numa relação estável, bem na vida, o tema maternidade faz parte. Até porque ambos já queríamos uma família antes de nos conhecermos. Só que de repente há tanta coisa que muda na nossa vida, tantos projetos, que para sermos pais teremos de fazer uma adaptação na nossa vida, para a qual ainda não nos sentimos preparados. Talvez precise de uma maior estabilidade financeira e de um trabalho mais regular, que me permita saber que nesse campo não vou ter problemas e irei conseguir dar tudo o que pretendo a esse filho.

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1181 da revista CARAS.
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