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Pai solteiro, Valter Carvalho garante: “nem sempre é fácil, mas tem sido maravilhoso”

Para o manequim e DJ, o Dia do Pai tem ganho cada vez mais importância por causa do filho, Swahili.

Andreia Cardinali
8 de abril de 2018, 10:04

Desde que Valter Carvalho perfilhou Swahili, há cinco anos, quando o menino angolano tinha apenas sete meses, a vida do manequim nunca mais foi a mesma. Apaixonado pelo filho como se fosse seu biologicamente, o DJ e manequim vive desde então num estado de plena felicidade, mas também de muita responsabilidade, já que é pai solteiro. A propósito do Dia do Pai, a CARAS esteve com os dois e testemunhou a relação próxima e cúmplice que ambos têm.
– Ser pai solteiro traz uma responsabilidade acrescida...
Valter Carvalho – Claro que sim, mas quando decidi que seria pai solteiro, sabia que tinha de me preparar para tudo o que acontecesse. Tinha consciência de que iria ser difícil, mas estou a conseguir ser o melhor pai que sei. Ser pai tem diversas fases, quase como um jogo em que vamos passando nível a nível, com desafios diferentes. Agora as dificuldades são outras, e esse é que é o desafio de educar.
– A mãe do Swahili está atualmente em Portugal, a morar em casa da sua mãe. Isso quer dizer que o Valter se prontificou a ajudá-la?
– Sim, queria que ela estivesse mais próxima do filho. Para ele é bom e vai dar-lhe outra preparação enquanto jovem, até para as questões que poderá ter no futuro.
– Essa é a melhor prova de amor que um pai pode dar a um filho, já que provavelmente para si seria mais fácil educá-lo sem a mãe.
– Da mesma maneira que a mãe decidiu, era ele bebé, que o melhor para o bem-estar dele seria vir comigo para Portugal, eu também tenho de pensar no melhor para o Swahili. Tanto eu como a mãe fazemos tudo a pensar no melhor para ele.
– Como é que têm sido estes cinco anos?
– De muita mudança... pessoal, interior, familiar. Passei a ter uma visão diferente do futuro. Nem sempre é fácil, mas tem sido maravilhoso. Graças a Deus, com o apoio da minha família e dos amigos, consigo gerir tudo. Eu e o Swahili temos uma relação muito boa e ele não sente a minha falta, porque faço questão de que ele perceba que nem sempre o pai está, que também sai para trabalhar. Quero que ele tenha a maior independência possível, o mais cedo possível, para que também saiba lidar com os sentimentos de liberdade que isso traz.
– Nesta fase, vocês começam, com certeza, a ter uma relação mais próxima...
– Sim, desde os dois anos dele que nos vamos tornando mais cúmplices. A nossa relação evolui de ano para ano e ele entende-me cada vez mais. Brincamos muito, mas ele tem de perceber sempre qual é o lugar dele. Somos e seremos sempre amigos, mas eu sou o pai e ele é o filho.
– Há uma exigência maior hoje em dia na educação de um menino para que se torne um bom homem?
– Julgo que sim. Acho que as novas gerações se esqueceram de alguns valores, como o respeito pelos mais velhos. A própria sociedade permite que eles tenham liberdade a mais e tudo faz com que seja mais difícil criar homens e mulheres mais cedo. É por isso que hoje em dia há tanta gente com 20 e tal anos que não tem noção nenhuma do que é a vida. Eu irei fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que ele esteja preparado.
– Naturalmente, agora vive o Dia do Pai de outra forma...
– Quanto mais consciência ele vai ganhando de dias como este, mais importantes eles se tornam. Para mim, é um dia que vai ganhando cada vez mais protagonismo.

texto: Andreia Cardinali fotos: Luís Coelho

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