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PATRICK KOVARIK

Brigitte Macron foi vítima de roubo de identidade

Estão a ser investigados emails enviados a estabelecimentos de luxo em nome da primeira-dama francesa

CARAS
3 de abril de 2018, 11:57

Alguém se andou a fazer passar por Brigitte Macron ao longo de dez dias para conseguir ter acesso aos privilégios de que só uma primeira-dama francesa dispõe. Foram enviados emails para conseguir bilhetes para o Grand Prix de Fórmula 1 da Austrália, reservas de mesa nos melhores restaurantes de Paris e para pedir favores a hotéis de luxo estrangeiros.

A rádio RTL revelou que os emails eram enviados a partir do endereço cabinet@presidence.fr, muito parecido ao oficial, que termina em @elysee.fr. A metodologia dos pedidos era sempre a mesma: apesar de serem feitos em nome da mulher do Presidente de França, nunca se tratava de pedidos diretos para Brigitte, mas para alguém do seu círculo próximo.

Segundo o Le Figaro, a Presidência da República já fez saber que apresentou queixa por “usurpação de identidade”. A rádio France Info revelou que quem alertou pela primeira vez o Eliseu foi a delegação diplomática francesa em Hong Kong, depois das autoridades locais pensarem que Brigitte se dispunha a realizar uma breve visita, algo que não estava na sua agenda.

Ninguém usufruiu dos serviços pedidos através da conta de email falsa e a possibilidade de se tratar de uma brincadeira foi descartada rapidamente, devido à quantidade de mensagens enviadas. Uma fonte próxima de Brigitte afirmou à RTL que se suspeita de uma “tentativa de arruinar a sua reputação”.

De recordar, que o estatuto de primeira-dama não existia em França até Emmanuel Macron ter subido ao poder. Foi criada uma petição com mais de 300 mil assinaturas de pessoas que estavam contra esta decisão. Apesar das críticas, o Eliseu publicou uma “Carta de Transparência”, onde especificou as funções de Brigitte e os fundos públicos a serem aplicados pelo seu gabinete, que ultrapassaram os 440 mil euros por ano. A oposição criticou o montante e o partido La France Insoumisse afirmou que “um cônjuge não têm legitimidade nenhuma em termos democráticos”.

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