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João Lima

Rodrigo Santoro: “sempre que venho a Portugal, sou recebido com carinho e simpatia”

Numa breve passagem por Lisboa, o ator brasileiro revelou quem é fora dos ecrãs.

Marta Mesquita
1 de abril de 2018, 08:04

Rodrigo Santoro é a personificação do “sonho americano”. Há aproximadamente 15 anos, o ator brasileiro começou a trabalhar em Hollywood e nunca mais parou. Contudo, recusa-se a ficar preso a Los Angeles, assumindo que o seu palco é o mundo.

Após terminar as gravações da série norte-americana Westworld, Rodrigo veio a Lisboa para participar na série Solteira e Boa Rapariga, protagonizada pela sua amiga Lúcia Moniz e que vai ser transmitida pela RTP1. Foi precisamente a propósito desta sua participação que o ator, de 42 anos, conversou com a CARAS. Simpático e sem tiques de vedetismo, Rodrigo revelou como lida com o sucesso e o que gosta de fazer no dia a dia. Querendo manter a sua privacidade, não falou da companheira, Mel Fronckowiak, nem da filha, Nina, que completa um ano em maio. Contudo, o seu ar feliz não deixa dúvidas: o ator é um homem realizado em todas as áreas da sua vida.
Não é a primeira vez que cá vem. Gosta do nosso país?
Adoro! Já tinha estado algumas vezes em Portugal, mas sempre de passagem. No ano passado, vim com mais tempo, o que me permitiu conhecer o país. Estive uma semana em Lisboa, depois fui para o Porto, estive no Douro, experimentei os vinhos e comi todos os pratos de bacalhau disponíveis. [Risos.] Desta vez voltei a comer bacalhau, porque adoro. Sempre que venho a Portugal, sou recebido com carinho e simpatia. As pessoas aqui são muito educadas.
Mas é a primeira vez que vem em trabalho.
Sim. Já queria trabalhar em Portugal há algum tempo e a Lúcia Moniz, que é uma amiga por quem tenho muito carinho, convidou-me e aceitei. Somos amigos desde que fizemos o filme O Amor Acontece. Admiro-a muito enquanto artista. Também conversei com o Vicente Alves do Ó, o realizador da série, e começámos a trabalhar em conjunto.
E gostou da experiência?
Muito. Foi uma experiência fantástica, um dia intenso de gravações. Confesso que já não estava acostumado a este ritmo, porque no cinema é tudo mais lento. Mas foi bom, porque trabalhei com pessoas inteligentes e talentosas. Só quis servir a cena e contar bem a história da personagem.
Gostava de ter mais oportunidades para trabalhar em Portugal ou a sua agenda não o permite?
Cada caso é um caso. O mais importante é ter oportunidades interessantes e desa­fiantes. Falamos a mesma língua, o que é ótimo. Já me aventurei em muitos idiomas, o último foi o russo. A língua passou a ser um obstáculo, um desafio, mas nunca um problema.
Então, a sua prioridade não é trabalhar nos Estados Unidos?
Não, de maneira nenhuma. Tenho tido bastantes oportunidades lá, mas no ano passado gravei em Cuba e agora vou para Londres. Não moro nos Estados Unidos, nem nunca morei, aliás. Desde que comecei a trabalhar no mercado de Hollywood ando entre Los Angeles e o Brasil. Acabei de gravar a segunda temporada de Westworld e, quando terminei, regressei ao meu país.
Sente que o facto de trabalhar em lugares tão diferentes e de ter acesso a tantas culturas também o enriquece enquanto pessoa?
Sem dúvida. É bom expandir o olhar ao ter contacto com formas de pensar tão diferentes. Hoje, tenho uma outra visão do mundo e do ser humano. É muito importante podermos entender os outros.
O Rodrigo é a personificação do “sonho americano.” Qual o balanço que faz destes anos de trabalho na indústria de Hollywood?
O balanço é bom. Quando olho para trás, vejo todas as experiências que já tive e o reconhecimento que alcancei, o que é gratificante. Contudo, ainda tenho muita estrada pela frente. Acho que estou num processo de aperfeiçoamento. O meu maior medo é ficar estagnado e perder a curiosidade. Tenho de evoluir e de amadurecer para me tornar melhor, como homem e como ator. A vida é uma escola, estamos aqui para aprender. Nesta indústria, estamos sempre a provar o nosso valor ao mercado. Agora, o que é sucesso para mim? O que me faz sentir bem? Tenho de sentir que fiz tudo o que podia naquele trabalho. O talento e as oportunidades são muito importantes, mas sem trabalho não vamos a lado nenhum.
Perante toda esta exigência e instabilidade, como mantém o equilíbrio e a serenidade?
Faço ioga, meditação e surf. Preciso de tudo isso para me sentir equilibrado. São essas atividades que me tiram da loucura e ajudam a lidar com a ansiedade. O surf é mais do que um desporto, é uma terapia e um ritual. Adoro estar no mar. Se estou com a cabeça cheia, vou surfar. Já surfei em Portugal e adorei.

fotos: João Lima

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