Nas Bancas

VF_DiogoPicarra_4003.jpg

Victor Freitas

Em entrevista à CARAS, Diogo Piçarra fala sobre a polémica do festival

O artista quebrou o silêncio e contou como se sente por ter sido acusado de plágio com a “Canção do Fim”.

Andreia Cardinali
31 de março de 2018, 10:04

Diogo Piçarra, de 27 anos, só iniciou a carreira há quatro anos, com o lançamento do seu primeiro álbum. Nunca mais parou de encher salas de espetáculos. No dia 25 de fevereiro concorreu ao Festival da Canção e era um dos favoritos para representar Portugal na Eurovisão. Menos de 24 horas depois, a sua Canção do Fim foi considerada um possível plágio de uma tema da IURD e o cantor desistiu da sua participação. Estivemos com o cantor no evento da Redken Brews, marca da qual é embaixador, uma oportunidade para conversarmos sobre os cuidados que tem e a importância da imagem na sua carreira, mas também sobre o suposto plágio.
Esta marca tem tudo a ver consigo...
Julgo que sim, é uma marca mais rebelde, urbana, direcionada para homens, e tem tudo aquilo com que me identifico. Para mim, é um enorme orgulho fazer parte da família Redken e da L’Oréal. Era algo que faltava na minha vida fora da música, alguém a quem pudesse confiar a minha imagem, e esta marca dá-me os melhores aconselhamentos e produtos. Espero também corresponder às expectativas que têm de mim.
Tem cuidados especiais por ser uma figura pública?
Sempre tive noção de que num artista não conta só a sua música, mas também tudo o que está à sua volta, a sua imagem, as redes sociais... Isso aproxima-nos das pessoas e facilita a identificação. E um artista deve ser camaleónico.
Tem um aspeto irreverente e extrovertido, mas dá-me a sensação de que não é bem assim...
[Risos.] Tenho fases, e acho que só me mostro em palco. Fora do palco, sou mais introvertido e resguardado. Sempre fui muito tímido, mas a música também mudou um pouco esse meu lado e fez de mim o homem que sou.
Essa timidez não se torna incompatível com o lado público?
Não. Ser o Diogo artista é quase como mudar o meu “chip”, estou pronto para tudo. Para concertos, entrevistas, tirar fotos, ser abordado na rua... Um artista tem de estar preparado para isso, e para mim ser reconhecido é muito satisfatório. Sei bem de onde vim, renego vedetismos ou estrelatos e trabalhei muito para chegar onde estou.
Depois da polémica do Festival da Canção, a sua namorada, Melânia Jordão, fez-lhe uma declaração pública muito bonita no Instagram...
Ela diz-me muitas vezes que eu sou muito especial e que nunca teve um namorado assim. Mas eu também nunca tive uma namorada assim. Sempre foi difícil apaixonar-me e a Mel cativou-me imediatamente. Falamos muito, e é engraçado ver como temos crescido juntos. Ao longo de quatro anos muita coisa mudou, e quando começámos eu ainda nem tinha lançado o primeiro disco, e temos aprendido juntos a lidar com as fãs, com o protagonismo. É muito giro. Para mim, ela é a namorada perfeita. Não deve ser fácil namorar com um artista... [Risos.]
Como tem lidado com as notícias que o acusam de plágio?
Estou a lidar bem. Foi uma coincidência muito infeliz. Descobri aquela música de que toda a gente fala ao mesmo tempo que Portugal inteiro e ficámos todos surpreendidos. Da minha parte estou de consciência tranquila e foi por isso que me quis retirar do Festival, para evitar mais confusão. Sempre fiz tudo à base do trabalho e da música. Não preciso das proporções que o assunto já estava a ganhar.
Faz ideia de onde vem a denúncia?
Não sei quem é que começou isto tudo, mas quem o fez, de facto, conhecia aquela canção da IURD, mas também teve oportunidades anteriores para mostrar as parecenças entre as duas. A música – 45 segundos dela – esteve à mostra de toda a gente durante uma semana, eu toquei-a ao piano e coloquei no Instagram na semana anterior... Acho que quem o fez já conhecia aquela melodia há muito tempo e esperou pela oportunidade certa. Não sou pessoa de intrigas e se vier a conhecer quem fez isto até lhe perdoarei, não sou rancoroso. A verdade é que desisti da oportunidade de ir à Eurovisão porque a minha carreira e a minha vida falam muito mais alto do que isso.
Como lida com quem pensa que possa ­realmente ter feito plágio?
– É legítimo, as pessoas não sabem o que se passa na minha cabeça. Preocupo-me, sim, com quem sempre me acompanhou e segue o meu trabalho. Jamais quero desiludi-los e até ganhei admiradores pela minha atitude.

Foi também um ensinamento de vida?
Completa­mente. Eu sabia o risco que corria em participar no Festival da Canção... Na minha cabeça é uma música legítima, sincera, original, embora inspirada em muita coisa. Hoje em dia nada é novo e também tenho as minhas influências, mas neste caso a minha inspiração nunca passou por aquela música da IURD, que nem conhecia. Foi uma grande surpresa. Se soubesse que a minha música era parecida com um cântico religioso, facilmente a deitaria fora e comporia outra rapidamente. É engraçado que o poema que compus foi o que aconteceu comigo: as pessoas olham para tudo e não veem nada, não ouvem nada... Não quero dar o ar de vítima, porque, a partir do momento em que houve as suspeitas, vim logo a público concordar que a música era parecida, mas não foi propositado. Quem quiser acreditar, que acredite.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras