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Ana Varela: "ter filhos não nos impede de realizar os nossos sonhos"

A atriz é casada com o músico Martim Torres e é mãe de Dalila, de cinco anos, que nasceu de uma anterior relação, e de Alice, que acaba de completar um ano. Ana garante que é uma mãe muito descontraída e carinhosa.

CARAS
30 de março de 2018, 09:03

Ana Varela tinha tudo planeado: iria ser uma excelente aluna e, aos 18 anos, viria para Lisboa estudar Economia. E assim foi. Contudo, o destino trocou-lhe as voltas e a aspirante a economista acabou por fazer outras contas à vida. Desiludida com o curso, aceitou o convite para ir a um casting de publicidade. Foi logo selecionada e daí até entrar para o mundo da representação foi um instante. Já lá vão dez anos. Profundamente apaixonada pelo que faz, a atriz, de 29 anos, foi conquistando o seu lugar na ficção nacional, estando agora a gravar a novela da TVI Jogo Duplo.
Nesta última década não foi só o seu percurso profissional que sofreu uma reviravolta. Aos 24 anos, Ana estreou-se no mundo da maternidade. Dalila, de cinco anos, veio revolucionar por completo o seu universo de afetos, mostrando-lhe que o amor incondicional não é um cliché. Mas a revolução não se ficou por aí. Em 2016 casou-se com o músico Martim Torres, com quem teve outra filha, Alice, de um ano. É caso para dizer que paixão e amor é o que não falta na vida da atriz, como partilhou com a CARAS depois de uma produção onde evidenciou o seu lado mais feminino e sofisticado.
– Ser atriz sempre foi um sonho ou foi algo que aconteceu sem planear?
Ana Varela – Penso que esse desejo sempre fez parte de mim, mas não o reconhecia. A minha família sempre quis que eu fosse para o ensino superior. Era muito importante para eles que eu aproveitasse uma oportunidade que nunca tiveram. Venho de uma pequena aldeia ribatejana, e lá ninguém diz que quer ser artista. Por isso passei toda a minha juventude a pensar que me iria formar em Economia. Fui a melhor aluna do secundário e vim para Lisboa com 18 anos. Contudo, quando entrei na faculdade, percebi que não era bem o que estava à espera, o que acontece a muitos estudantes. Foi difícil… Por isso decidi aceitar o convite para ir a um casting. E foi aí que tudo começou.
– E sentiu logo que tinha descoberto a sua vocação?
– Sim. Soube logo que não poderia fazer outra coisa na minha vida. Quando descobrimos aquilo que nos faz realmente felizes, não há volta a dar. Adoro trabalhar e também tenho apostado na formação. Tenho feito cursos entre projetos profissionais. Adorava poder entrar no conservatório, mas com duas crianças pequenas e com o volume de trabalho que tenho tido ainda não foi possível.
– Teve uma vida muito planeada e, de repente, começa a trabalhar numa área em que não se pode programar nada. Lida bem com isso?
– Ser atriz é um estilo de vida, e temos de aceitar uma série de coisas. Por isso é tão importante termos a certeza absoluta de que é isto que queremos fazer. Já tive alturas com menos trabalho e nunca pensei em seguir outro caminho. É a paixão que me move. E sou tão feliz por ser atriz! Claro que também é assustador. Tenho duas filhas e não saber o que vou fazer a seguir não é fácil. Mas fiz esta escolha e adaptei-me a todas as suas contingências. Vivo um dia de cada vez e acredito que irá tudo correr bem. Sou muito grata por tudo o que já conquistei.
– Foi fácil, com 24 anos, adaptar-se às exigências da maternidade?
– Olhando para trás, acho que era louca. Tinha 24 anos e uma bebé. Mas, na verdade, tinha de ser assim. Foi no tempo certo. Aos 24 anos não tinha noção do que implicava ser mãe. Mas recebi a minha filha de braços abertos. A Dalila fez-me crescer e trouxe-me muitas coisas boas. Ter um bebé muda a nossa vida. Deixei de ser só eu.
– Sente que teve de abdicar de algumas experiências por ter sido mãe tão jovem?
– Não sinto que tenha perdido nada. Ser mãe não me limitou, sinto que posso fazer tudo. Ter filhos não nos impossibilita de trabalhar nem de realizar os nossos sonhos. Não acredito nessas barreiras. A vida flui. Só temos de dar o nosso melhor em cada momento. O que sinto é que me tornei mais meiga e atenta aos outros.
– A Ana é a prova de que se consegue apostar numa carreira e ao mesmo tempo construir uma família…
– Sim, porque é mesmo possível. Sou uma pessoa muito otimista e acredito que consigo fazer tudo. Preciso do meu trabalho e da minha família para ser feliz. Também preciso de ter tempo para mim. Adoro treinar, seja no ginásio ou ao ar livre. Quando posso, também gosto imenso de viajar. Quero muito ir a Bali.

Fotos: João LIma
Produção: Vanessa Marques
Maquilhagem: Tita Costa

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1179 da revista CARAS.
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