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Aos 36 anos, Sílvia Alberto assume: “ainda é demasiado cedo para ter filhos”

Depois de muitos anos a apresentar o Festival da Canção, Sílvia terá a seu cargo, juntamente com Daniela Ruah e Catarina Furtado, a apresentação do Festival da Eurovisão, no dia 12 de maio.

CARAS
19 de março de 2018, 12:23

Assim que Sílvia Alberto chegou ao local desta sessão fotográfica, houve algo que nos pareceu diferente, mas só ao fim de uns minutos percebemos que removera o característico sinal que tinha perto dos lábios. “Retirei-o por indicação médica”, explicou a apresentadora da RTP, de 36 anos.
A viver uma fase muito promissora da sua carreira com a estreia do Got Talent, a 18 de março, e a apresentação do Festival da Eurovisão, foi com alguma dificuldade que se encontrou um espaço na agenda da apresentadora para fazer esta entrevista. Constatámos que o intenso ritmo de trabalho em nada reduziu a sua habitual boa disposição e a leveza com que parece encarar a vida.
Já é habitual apresentar o Festival da Canção, mas este ano, com a versão internacional cá, há uma responsabilidade acrescida. Como se sente?
Muito feliz, sinto que foi uma bonita recompensa pelos muitos anos em que estive na apresentação do Festival da Canção. Dos anos em que fiz a locução do evento para a RTP1, a imagem mais forte que retenho é a daquele palco imponente. Estava longe de imaginar que um dia iria pisá-lo. É um misto de frenesim e ansiedade. É incrível, vou mesmo estar no palco da Eurovisão, bem ladea­da pela Catarina [Furtado] e pela Daniela [Ruah] e com a Filomena [Cautela] a liderar a green room. Não podia ter melhor companhia, e estou a preparar-me para que seja o momento único e memorável que promete ser.

(...)


Faz televisão regularmente há mais de 15 anos. Acredita que tem apenas a ver com talento ou a sorte também conta?
Seguramente terá a ver com esses dois fatores e com a forma como fazemos o nosso trabalho.
Quando começou a trabalhar em televisão, era muito jovem. Foi sempre fácil resistir ao deslumbramento que a profissão pode trazer?
Essa é uma vertigem que nunca senti. Terei tido as minhas fases de maior encanto e alguma imaturidade próprias da idade, mas os anos passam e, olhando para trás, não sinto que tenha tido que resistir. Simplesmente não cresci nesse sentido. A vida é que é fascinante, e é por ela e por todos os dias que tenho pela frente que vale a pena deixar-me seduzir. Não complico a vida.
Na sua profissão, a imagem é essencial. Preocupa-se com a sua aparência?
Preocupo-me quanto baste, mas num registo moderado.
E como reage quando se vê em programas que fez no início de carreira?
Quando comecei, era uma miúda cheia de genica e muito cómica. Nessa perspetiva, não somos muito diferentes [risos], mas só nessa. Tenho dificuldade em encontrar-me naquelas imagens. Eram outros tempos, tinha 19 anos. Estava a dar os primeiros passos, tinha muita frescura e ingenuidade. Era uma boa miúda, vendo bem. Ainda sinto orgulho nessa miúda.
Acha que vai lidar bem com a chegada aos 40, por exemplo?
Seria um desperdício de tempo viver angustiada a tentar mudar o inevitável. É melhor aceitar, porque todos envelhecemos. O rosto imaculado dos 20 anos nunca irá conseguir competir com a mundividência adquirida. Somos o resultado de tudo o que experimentámos e o nosso corpo é a materialização da forma como temos vivido. Também conta a nossa história, e merece respeito.
Não tem sentido pressão por parte de amigos e familiares para ter filhos?
Com 36 anos, a fazer 37, logo a seguir à Eurovisão, ouve-se de tudo! Pessoas que afirmam que já não irei ser mãe, que estou a esperar demasiado, outras que asseguram que não quero ter filhos e as que acham perigoso e imprudente ser mãe pela primeira vez perto dos 40. Respondo que ainda é cedo. [Risos.] Que aceito o que a vida me trouxer. Ainda tenho muito que viajar primeiro... [Risos.]
Fotos: Paulo Miguel Martins Produção: Rita vilhena Maquilhagem: Raquel Peres

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1178 da revista CARAS.
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