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Tiago Caramujo

Francisco Henriques: "Ter optado pela moda foi um pontapé certeiro"

Trocou os relvados pelas “passerelles” e em quatro anos tornou-se um dos manequins mais requisitados.

Cristiana Rodrigues
17 de fevereiro de 2018, 11:02

Tínhamos viagem marcada para Milão, a convite do Portugal Fashion, para assistir ao desfile de Miguel Vieira na Milano Moda Uomo. Francisco Henriques, manequim, 23 anos, estava também naquela cidade, para desfilar para alguns nomes consagrados da moda internacio­nal, e sugerimos-lhe um encontro para pôr em dia a conversa sobre a sua curta mas promissora carreira.

Entre castings, o manequim da Central Models lá encontrou tempo e sugeriu que o ponto de encontro fosse no Deus Cafe Milano, um espaço trendy onde gosta de ir quando está de passagem pela cidade italiana. Pedimos hambúrgueres e fomos conversando. Sempre a rir-se e a roer as unhas – o seu maior vício, como nos confessou –, Francisco contou-nos que o seu sonho de infância era ser futebolista, desporto que praticou, de forma amadora, entre os sete e os 18 anos. Mas o pontapé certeiro acabou por ser dado em direção ao mundo da moda, onde chegou há quatro anos, viu que gostava e venceu o Globo de Ouro para Melhor Modelo Masculino, em maio de 2017, e que hoje repousa numa das prateleiras da casa onde vive com os pais, Glória e Francisco, e o irmão, Martim, de 15 anos, na Sobreda da Caparica.

Com a rápida ascensão na moda, Francisco encostou não só as chuteiras como deixou para trás o curso profissional de desporto que frequentava na Universidade Lusófona. O seu 1,88 m de altura e os seus caracóis, que já se tornaram a sua imagem de marca, não têm passado despercebidos e do seu book constam nomes como Balmain, Emporio Armani, Giorgio Armani e Hermès. Entre um café e outro, ainda tivemos tempo de falar do namoro que mantém há três meses com uma manequim, embora Francisco prefira, por enquanto, guardar o seu mundo de afetos no backstage. Respeitemos o “guião” que nos deu.


Pendurar as botas e trocar os relvados pelas passerelles foi uma decisão difícil?
Bem, diziam que eu tinha potencial para o futebol e eu queria mesmo ser jogador, era uma coisa que adorava. No início ainda tentei conci­liar as duas coisas, mas acabei por ter de optar e acho que fiz bem. Estou feliz enquanto manequim.

E quando pensa nisso acha que poderá ter passado ao lado de uma carreira ou tem a certeza de que deu um pontapé certeiro?
Optar pela moda foi um pontapé certeiro, não tenho dúvida. [Risos.] Quando comecei não foi fácil, a minha primeira época não correu bem, mas não desisti e passado um ano as coisas começaram a acontecer.

Foi estranho ver o seu nome saltar para as páginas das revistas?
Vivo normalmente, vivo o dia a dia como sempre fiz e acho que nunca me deslumbrei. É só o reconhecimento do meu trabalho.

Foto: Tiago Caramujo

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1173 da revista CARAS.
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