Nas Bancas

Salvador Sobral fala pela primeira vez sobre o transplante: “Seria um cubo de gelo se não tivesse medo”

Em entrevista, o vencedor do Festival da Eurovisão abordou temas como a cirurgia a que foi sujeito e os planos para o futuro.

CARAS
16 de fevereiro de 2018, 16:15

Depois de um ano de desafios exigentes, com a sua vitória no Festival da Eurovisão e o transplante cardíaco a que foi submetido, Salvador Sobral marcou o regresso com uma entrevista transmitida esta quinta-feira, 15 de fevereiro, na RTP.

Em conversa com o jornalista João Adelino Faria, o irmão da também cantora Luísa Sobral confessou que 2017 foi “o ano mais díspar que alguém podia imaginar”.

Sobre a cirurgia garante: “É uma experiência fora desta realidade. Não poderia descrever em palavras. É impossível”, sublinha. Porém, o músico de 28 anos desvalorizou o ‘peso’ do que passou, dizendo que“o ser humano é super adaptável” e que “aquela situação, para mim, era a minha realidade”.

Admite não ter vontade de procurar a verdadeira identidade do dador do coração, assunto sobre o qual não mantém qualquer tipo de curiosidade. Não esconde, contudo, o receio que sentiu em todo o processo. “Seria um cubo de gelo se não tivesse medo”, admite.

Salvador conta ainda que, quando compõe ou interpreta, não pensa no transplante ou, tão-pouco, no facto de ter recebido um coração de outra pessoa.

Sobre a sensação de ver a sua canção Amar Pelos Dois interpretada em todo o mundo e, de forma particular, por não-lusófonos, Salvador afirma ser bom e insólito Sem querer assumir para si a responsabilidade de levar a música portuguesa e a própria língua a todo o mundo, não esconde ter escolhido a música como forma de influenciar os outros. “É por isso que eu faço isto: para tocar as pessoas, para influenciá-las, para fazê-las pensar e questionar-se também. Essa é a melhor parte: tocar as pessoas”, diz.

O músico está a preparar o seu terceiro disco (já gravou um primeiro de originais e o segundo ao vivo), para o qual convidou vários escritores e músicos que admira, de entre os quais Miguel Esteves Cardoso e Gonçalo M. Tavares e Samuel Úria. O seu sonho imediato é “viajar pelo mundo inteiro e tocar, descobrir culturas tocando. Que melhor maneira de descobrir o mundo do que tocar?”.

Palavras-chave

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras