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Antiga agente de Eliza Dushku confirma relato de abuso sexual aos 12 anos

São já várias as pessoas que asseguram que apresentaram queixa sem que nada tivesse sido feito.

CARAS
16 de janeiro de 2018, 15:50

Eliza Dushku acusou Joel Kramer de abuso sexual na sua página do Facebook. A atriz tinha, na altura, 12 anos e o homem 36. Kramer era o coordenador de duplos de A Verdade da Mentira e o responsável pela segurança nas gravações do filme de ação.

Depois de Kramer negar todas as acusações, várias pessoas vieram já confirmar o relato da atriz. É o caso da antiga agente de Dushku, JoAnne Colonna. No relato que partilhado no Facebook, lê-se que Eliza contou a "uma amiga adulta" que terá ido ao set de gravações confrontar Kramer. Sabe-se agora que Colonna era essa amiga e que, na época contactou Rae Sanchini, a produtora executiva do filme.

Para além das acusações de abuso, e ainda antes do episódio descrito, Colonna já tinha apresentado queixas sobre o uso de linguagem sexual à frente da menor, algo que Eliza partilhou na publicação em que fez a denúncia. A atriz diz que era comum Kramer chamar-lhe "Jailbait" em frente a outras pessoas, palavra que é usada em inglês para descrever uma pessoa, que, pela lei, é considerada menor de idade para consentir em atos sexuais. O uso da expressão pressupõe, por norma, que uma pessoa maior de idade a ache sexualmente atrativa.

"Ninguém fez nada", diz Colonna, que refere que se lembra de a reação de Sanchini ter sido algo como "o que é que estava uma miúda de 12 anos a fazer com a equipa à noite?"

Também Sue Booth Forbes, a responsável legal pela atriz no set em 1994, diz que reportou a má conduta de Kramer. Ter-se-á dirigido "a uma pessoa de autoridade" e admite agora ao Deadline que essa pessoa talvez tenha sido a produtora. "Tive a sensação de que não estava a dizer nada que a pessoa já não soubesse", confessa.

Rae desmente e, em declarações à mesma publicação, diz que "não sabia de nada, nem de nenhuma queixa de assédio ou abuso sexual a Eliza. Se soubesse, teria tomado medidas imediatas e vigorosas".

Joel Kramer era o responsável pela segurança nas gravações do filme de ação, e a atriz conta que, "por uma coincidência nada pequena", no dia em que Colonna foi confrontá-lo, terá partido várias costelas e passado a noite no hospital.O acusado diz que não se lembra de Eliza ter-se magoado ao ponto de partir ossos e desmente toda a história.

Kramer foi entretanto demitido pela agência que o representava, em consequência das acusações.

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