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Eliza Dushku revela que foi abusada sexualmente aos 12 anos

A atriz confessa que, na altura, contou aos pais e a outros adultos, sem que nada fosse feito. A denúncia surge agora publicamente por Eliza ter visto uma fotografia do seu alegado agressor com uma menina ao colo.

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15 de janeiro de 2018, 17:20

Eliza Dushku recorreu ao Facebook no sábado, dia 13, para fazer uma denúncia: "Fui molestada sexualmente por Joel Kramer, um dos principais coordenadores de duplos de Hollywood". No comunicado, a atriz diz que o incidente aconteceu quando tinha 12 anos, altura em que estava a filmar A Verdade da Mentira. Joel Kramer tinha 36 e era o responsável pela segurança da jovem atriz nas gravações do filme de ação.

Na publicação, Eliza Dushku explica que contou o que aconteceu aos pais, a dois amigos adultos e a um dos irmãos mais velhos, mas "ninguém parecia pronto para confrontar este assunto tabu na altura". Nem a própriao fez, pelo menos até dia 13 deste mês.

Eliza, que tem agora 37 anos, confessa que tem lutado para perceber quando e como vai ficar em paz relativamente a este assunto. "Há uns anos, disseram-me que Joel Kramer tinha sido 'descoberto' e forçado a sair do negócio. Mas recentemente soube que afinal ele ainda trabalha no topo da indústria. Há umas semanas, encontrei uma fotografia na internet de Joel Kramer a abraçar uma menina. Essa imagem tem-me perseguido desde então. Não consigo esconder mais o que se passou", lê-se.

Na longa descrição, a atriz de Buffy, a Caçadora de Vampiros lembra que Joel a fazia sentir-se especial e que levou meses a ganhar a confiança dos pais desta. Um dia, conseguiu levá-la para um hotel, com a promessa ao seu pai de que iria levá-la a dar um mergulho na piscina do local onde estava hospedada a equipa técnica e a comer sushi pela primeira vez.

"Lembro-me vivamente como ele metodicamente baixou as luzes, pôs o ar condicionado numa temperatura que parecia congelar, onde exatamente ele me colocou numa das camas do quarto de hotel, que filme pôs a dar na televisão", conta. Joel terá depois desaparecido para a casa de banho e surgido minutos mais tarde sem roupa. "Não me vais adormecer agora, docinho, pára de fingir que estás a dormir", terá dito. "Quando ele 'acabou', sugeriu 'Acho que devíamos ter cuidado...', em relação a contar a alguém, queria ele dizer".

Kramer terá levado a atriz de volta ao hotel onde estava hospedada com o pai, numa viagem igualmente traumatizante. Terá obrigado Dushku a ir sentada ao seu colo, sendo que esta garante que não tirou os olhos do taxista através do espelho retrovisor até chegar ao seu destino.

Eliza explica que contou o que se passou a uma amiga adulta, que foi depois ao set de filmagens confrontá-lo. "Mais tarde, nesse mesmo dia, por uma coincidência nada pequena, magoei-me numa acrobacia que correu mal", lembra. A atriz terá partido várias costelas e passado a noite no hospital: "Joel Kramer estava responsável pela minha segurança num filme que, na altura, abriu novos caminhos para os filmes de ação. Diariamente, ele manipulava fios e arneses no meu corpo de 12 anos. A minha vida estava literalmente nas mãos dele: pendurava-me no ar com um guindaste, no topo de uma torre de escritórios com mais de 25 andares. Ele devia ser o meu protetor, mas ao mesmo tempo era o meu abusador".

O Hollywood Reporter avança que Kramer desmente as acusações e diz que "não se lembra" de ter estado sozinho com Eliza. Por outro lado, a responsável pela atriz durante essas filmagens garante que, na altura, fez queixa de Joel por comportamento impróprio contra Dushku.

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