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João Lima

Pedro Górgia: “A morte faz-nos pensar sobre os verdadeiros objetivos de vida”

Nesta conversa com a CARAS, o ator, de 44 anos, refletiu sobre a sua profissão e a paternidade.

André Barata
7 de janeiro de 2018, 16:00

Embora viva com a sua família em Lisboa, os últimos meses de Pedro Górgia têm sido passados no Porto, onde por estes dias é o Chapeleiro do espetáculo Alice no País das Maravilhas no Gelo. A par disso, trabalha com a Fundação PT, com Alexandre da Silva e Tiago Aldeia, percorrendo o país como embaixadores da mesma e do projeto Comunicar em Segurança, que tem por objetivo “alertar os mais jovens para o uso saudável das redes sociais e as utilidades que a Internet pode ter”, explica.
Conversámos com o ator sobre o momento que vive na representação, o trabalho fora dela e, claro, a vida ao lado da mulher, Lee Ferreira, e dos filhos, Beatriz, de dois anos, e José, de nove, fruto de uma anterior relação.
– Como é representar e patinar ao mesmo tempo?
Pedro Górgia – Quando aceitei o convite, muita gente me disse que eu era louco, mas eu senti que iria conseguir fazer. É verdade que caí muito nos primeiros dias, mas é assim que se aprende. Depois, só voltei a cair no dia em que a Lee foi ver um ensaio e também num dos primeiros espetáculos. [Risos.] O mais difícil foi ter de aprender a cantar bem e a patinar ainda melhor.
– Houve muito nervosismo na antestreia?
– Foi um sufoco! Mas foi uma noite muito especial. Foi nessa noite que soube que o meu querido João Ricardo havia falecido e foi com ele que eu comecei, no Teatro de Carnide, em conjunto com o José Boavida, que também já nos deixou. Eu e o João tivemos um trajeto lindo! Depois de fazer o curso com ele, fizemos muito trabalho de animação de rua e criámos um grupo de teatro. Tudo o que fazia era de génio. Nas últimas vezes que estive com ele falámos sobre isso, que queríamos fazer coisas. Felizmente, pude dizer-lhe o quanto o amava.
– Estes acontecimentos fazem-no refletir sobre a vida?
– Completamente. Fazem-nos pensar sobre os verdadeiros objetivos de vida. Família e amigos estão no primeiro lugar e só depois os objetivos profissionais. Fazem-nos pensar na urgência de voltarmos a ver pessoas com quem já não estamos há muito tempo e dizermos o quanto gostamos uns dos outros.

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