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João Lima

Paulo Battista: “A sorte procura-se, mas sou abençoado”

O jurado de “Cosido à Mão” diz que nem nos seus melhores sonhos imaginou que teria o sucesso que já conseguiu.

André Barata
6 de janeiro de 2018, 16:00

Cumprido o sonho de ter o seu próprio atelier, onde oferece aos seus clientes um atendimento personalizado, Paulo Battista, o “CR7 da alfaiataria”, é agora um dos jurados do programa Cosido à Mão, da RTP, ao lado de Susana Agostinho. Um formato, apresentado por Sónia Araújo, que põe à prova costureiros amadores.
– Como encarou o convite para entrar no Cosido à Mão?
Paulo Battista – Com muito orgulho! Não estava nada à espera que viessem ter comigo. E como não me considero uma pessoa de moda, não crio nada, sou apenas um artesão que faz alfaiataria como se fazia há 40 anos, achei que poderiam escolher alguém mais óbvio. Mas digo logo que sim a tudo o que seja para divulgar ou ajudar a atrair pessoas para a costura, para esta arte. Nem quis saber de condições.
– Já comentou que hoje em dia “toda a gente é alfaiate”. O que quer dizer com isto?
– De repente, há imensa gente que quer andar com fatos diferentes, ou, pelo menos, feitos à sua medida. E já li artigos que são mesmo para rir, como, por exemplo, As Dez Melhores Alfaiatarias de Lisboa. Dessas dez, nenhuma é alfaiataria. Tenho respeito por essa gente, porque está a fazer o seu negócio, mas acho feio dizerem que fazem alfaiataria, porque fazem fatos numa fábrica e isso ilude o cliente. Aqui é tudo feito à mão, e eu levanto-me muito cedo para fazer uma profissão que é dura. Brinco que todos os dias vou ao ferro, mas não é no ginásio, é aqui, com o ferro de engomar nas mãos. [Risos.]
– Embora seja seguido por milhares de pessoas nas redes sociais, a televisão trouxe-lhe outra visibilidade... Está preparado para lidar com isso?
– Quando aceitei, nem pensei no assunto, mas tive amigos a alertarem-me para isso. Não estou preparado, da mesma forma como não estava preparado para o sucesso que consegui em três anos. O meu segredo é ser o que sempre fui. Vou continuar a levantar-me de madrugada para estar aqui às sete da manhã e não me vou iludir com nada, porque isto é fruto de muito trabalho. Tenho de trabalhar o triplo, sem me encostar, porque se não as coisas vão correr mal. Sei de onde vim e quero manter-me tranquilo, a ser o Paulo Battista que gosta de ir para casa, para perto da mulher e dos filhos. Espero só que esta experiência possa atrair pessoas para uma área na qual já fomos muito fortes e voltaremos a ser.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1168 da revista CARAS.
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Vídeo de 'making of' da sessão fotográfica que acompanha a entrevista:

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