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Catarina Lowndes: “Só quero fazer as pessoas sorrir”

Aos 28 anos, é uma das “youtubers” mais influentes em Portugal, com mais de meio milhão de subscritores.

Sofia Lourenço
6 de janeiro de 2018, 12:00

Catarina Lowndes, perdão, Sea3P0, como é conhecida no mundo do YouTube, tem mais de meio milhão de subscritores naquela plataforma, o que faz dela a youtuber feminina mais bem sucedida em Portugal. É conhecida pelos seus vídeos, pela sua personalidade cativante e pelo seu cabelo azul, mas a verdade é que quando se sentou à mesa, com a sua T-shirt branca, para começar a entrevista, foi apenas uma jovem igual a tantas outras da sua idade: 28 anos.
Se em tempos as estrelas estavam na televisão, hoje em dia a realidade é bem diferente. E se pensa que ser youtuber não é um trabalho a tempo inteiro, engana-se. Dedicação e “ser verdadeiro” são dois dos segredos para o sucesso, como explica.
– Como é que tudo começou?
Catarina Lowndes – Foi em 2011, quando eu estava a estudar cinematografia nos Estados Unidos, na Universidade de Tampa. Tinha uma cadeira de Antropologia Cultural onde tínhamos de fazer uma tese sobre culturas e, na altura, os vídeos de maquilhagem no YouTube estavam muito em voga. Decidi fazer uma tese sobre a cultura de vídeos na plataforma. Criei um canal, simplesmente para a tese, tive sucesso, mas pouco, e adorei. Quando acabei a tese, acabou o canal e voltei para Portugal. Quando cá cheguei, entrei numa banda, a Lion Skin. Não sou de todo musical, mas sou uma pessoa que diz sim a tudo. Às tantas, tive a oportunidade de entrevistar para a IGN Portugal (site de notícias de jogos), e fui entrevistar youtubers. Depois disso pensei: “Acho que consigo fazer isto!” Comecei a fazer vídeos de jogos e tive uma adesão muito grande. Mais tarde, conheci o meu namorado, o D4rkFrame (também ele youtuber), e mudei o meu conteúdo mais para a área do entretenimento.
– E há alguma mensagem que tente passar nesses vídeos?
– Eu só quero fazer as pessoas sorrir. Quero que as pessoas vejam os meus vídeos e se sintam bem. Sei que é um bocadinho cliché, mas é isso que quero. Faço vídeos para os outros com o intuito de os inspirar. Gosto de passar a mensagem de que qualquer pessoa pode ser aquilo que quiser. Não há mal em sermos nós próprios, independentemente do que isso signifique.
– E sente-se de alguma forma responsável pelo impacto que tem nos jovens que a seguem?
– Sim... porque sinto que tenho de lhes trazer algo melhor e de ser um bom exemplo – isto soa um bocadinho esquisito –, mas quero mostrar que as pessoas podem ser o que quiserem.
– E o que é que as pessoas desconhecem sobre si?
– Ao contrário do que muita gente pensa, eu sou uma pessoa muito tímida. Sou bastante introvertida e gosto muito de ter o meu espaço. E é claro que nem todos os dias sinto aquela energia toda que tenho nos vídeos, apesar de ser sempre muito positiva.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1168 da revista CARAS.
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