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Luis Coelho

Alberta Marques Fernandes: "começo a perceber a ideia do ninho vazio, de que a Luísa está a ganhar asas"

A “pivot” da RTP posou com a filha, falou da relação de ambas e da forma como vivem a quadra natalícia.

Andreia Cardinali
1 de janeiro de 2018, 13:57

Longe vão os tempos em que cada momento livre de Al­berta Marques Fernandes tinha de ser dedicado à filha. Hoje, Luísa tem a autonomia própria dos 17 anos e sabe bem que caminho pretende trilhar, um motivo de orgulho para a mãe. Sem teleponto, de coração aberto e com um otimismo omnipresente, a jornalista da RTP fala da sua relação com a filha, da importância que o Natal continua a ter mesmo após a morte dos seus pais e do seu mais recente livro, Mulheres no Poder – Retratos na Primeira Pessoa.


É agradável escrever sobre mulheres?
Cla­ro. Para já, nós entendemos mais facilmente a cabeça das outras mulheres, depois, porque acho que a área da política no feminino está pouco explorada. Foi um belo desafio fazer o retrato de mulheres das novas gerações da política, quem são, de onde vieram e o que pretendem.

Essa é também uma forma de educação para a Luísa?
Claro que sim, mas a Luísa bebe desse ‘leite’ desde que nasceu. E é uma miúda convicta do feminino e da importância da igualdade de género, de fazer um percurso de autonomia, de liberdade. Ainda não chegámos totalmente lá, mas estamos a caminhar nesse sentido.

Quando olha para a Luísa, agora com 17 anos, sente que fez um bom trabalho?
Acho que o essencial está feito. Um filho precisa sempre de uma mãe, mas essa necessidade vai diminuindo e nós vamos estando aqui para continuar a ajudar. Ela é muito autónoma e tem ideias muito concretas do que quer para a vida. Eu não influencio em nada, quero é que seja feliz e lute pelos seus sonhos.

Como é que uma mãe se prepara para a maioridade de uma filha?
Aos bocadinhos e com o sentimento de que começo a perceber a ideia do ninho vazio, de que ela está a ganhar asas e vai voar. O bom disto tudo é que eles ganham asas aos poucos e nós vamo-nos preparando. Ela está mais autónoma. Já não tenho de estudar com ela, já não tenho as preocupações que tinha quando era mais pequena, vamos sendo mais companheiras, mais compinchas. Ela está a tornar-se uma mulherzinha. Vamos estar sempre muito próximas, mas de outra maneira.

Fotos: Luís Coelho

Produção: Rita Vilhena

Maquilhagem: Filipa Pereira

Agradecimentos: Horto do Campo Grande

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1167 da revista CARAS.
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