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Luis Coelho

Maria Ana Bobone: "O fado é uma música que pede alguma maturidade"

Começou a cantar aos 16 anos e, apesar de ser uma apaixonada pelo fado, a família é o seu amor maior.

Andreia Cardinali
31 de dezembro de 2017, 17:01

O sucesso de quase 30 anos de carreira fala pela entrega profissional de Maria Ana Bobone, de 43, que se iniciou no fado, já passou por outros géneros musicais e agora se prepara para regressar onde tudo começou. Apaixonada pelo fado, prepara o seu próximo álbum com todo o carinho e cuidado, mas não descura a família, em especial os filhos, Frederico, de 15 anos, Leonor, de 10, e Francisca, de sete, os seus amores maiores.

– Apresentou recentemente no Teatro São Luiz, um palco que lhe diz muito, o espetáculo Fado & Piano e deu a conhecer um single do seu próximo álbum...
– É verdade, e para mim foi um regresso ao palco onde me estreei. Era muito criança nessa altura e agora voltar àquela sala em nome próprio, depois de ter corrido tantas outras, foi muito emocionante. Foi um concerto com a sua própria identidade, sinto que encontrei um caminho. Foi uma noite muito bonita.

– Esse caminho trará um álbum diferente dos anteriores?
– Sim, só será apresentado para o ano, mas é um álbum onde quero explorar o meu lado de compositora mais próximo da linguagem do fado. Conseguir inovar, respeitando a tradição e dentro das regras, é o meu desafio. Fiz vários discos até agora, todos um pouco experimentais, e acho que isso faz parte do processo de amadurecimento e crescimento que estou a fazer.

– Considera que é um regresso às raízes?
– Julgo que sim. É voltar a abordar o fado trazendo-lhe o conhecimento que adquiri.

– Começou a cantar aos 16 anos e já está quase com 30 de carreira...
– É verdade, nem tinha pensado nisso dessa forma, porque só contabilizo o início da minha carreira com o lançamento do meu primeiro álbum e nem nessa altura sabia que era isto que queria para a minha vida. Era muito nova, estava a tirar Comunicação Social... As coisas comigo vão acontecendo, às vezes até sem me aperceber muito bem, mas é bonito ver que tenho conseguido manter-me no fado, apesar de ter ido namorar tantos outros géneros musicais, e sentir-me tão em casa.

Fotos: Luís Coelho

Produção: Vanessa Marques

Maquilhagem: Madalena Martins

Agradecimentos: Aldo, Horto do Campo Grande, mango, Mike Davis e Silvian Heach

Leia esta entrevista na íntegra na edição 1167 da revista CARAS.
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