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Justa Nobre: "Acho que preciso mais dos meus netos do que eles de mim"

Uma vez por semana, a ‘chef’ faz questão de passar o dia com os três netos, e muitas vezes acabam todos na cozinha a testar novas receitas de bolachas e panquecas.

Cláudia Alegria
24 de dezembro de 2017, 10:00

Passa o ano inteiro entre tachos e panelas e nem na noite de Natal tem folga da cozinha. Chef conceituada e responsável pela cozinha dos restaurantes O Nobre, no Campo Pequeno, À Justa, na Ajuda, e Nobre Estoril, no Casino Estoril, Justa Nobre não deixa em mãos alheias a confeção dos pratos que enchem a sua mesa de Natal. Filha de transmontanos, gosta de partilhar iguarias recheadas de tradição, mas, sobretudo, de conforto e despreocupação. Habituada a viver a noite da Consoada com a casa cheia, Justa Nobre procura encontrar espaço para panquecas, queques e pão-de-ló na mesa de Natal e assim ver brilhar um pouco mais os olhos dos netos, Mónica, de 12 anos, Gabriel, de nove, e Mariana, de sete.
Desafiada pela CARAS, a “avó Ju”, como é tratada pelos netos, partilhou alguns dos seus segredos para uma noite de Natal verdadeiramente reconfortante.
– O que é que não pode faltar na sua mesa de Natal?
Justa Nobre – O bacalhau e o bom azeite. Normalmente faço um galo assado para os meus netos, que não gostam muito de bacalhau, e temos sempre polvo, porque eu e os meus irmãos gostamos de o comer à boa maneira transmontana.
– Onde se juntam?
– Em minha casa, em Lisboa. Somos 30 pessoas à mesa.
– Portanto, nem no dia de Natal descansa?
– Não, mas é um cansaço diferente, porque estamos juntos, a lembrar a infância, os nossos pais… Divertimo-nos imenso.
– O que é que passou dos Natais da sua infância para os da atualidade?
– O bacalhau cozido e o polvo frito ou cozido. Havia sempre fartura na mesa, não havia era muitos presentes. Eram poucos e mais baratinhos do que hoje. Agora, se calhar, há excesso, mas a alegria era a mesma. Sempre fomos uma família muito unida.
– Na Consoada também há espaço para queques e panquecas? Ouvi dizer que é a sobremesa preferida deles...
– Para os meus netos tem que haver queques, panquecas, bolachinhas e pão-de-ló. Normalmente tenho o cuidado de fazer aquilo que eles gostam. Como nem sequer gostam de muita variedade de guloseimas, faço-lhes essas vontades.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1164 da revista CARAS.
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Vídeo de 'making of' da sessão fotográfica que acompanha a entrevista:

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