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João Lima

Catherine Cabral garante: “A maternidade tornou-me uma pessoa mais completa”

A arquiteta de interiores recebeu-nos em sua casa, na companhia do filho, António, de um ano.

Marta Mesquita
24 de dezembro de 2017, 14:00

O cenário está perfeito, com cada peça no seu sítio. Catherine Cabral, de 41 anos, senta-se, assume a pose e está pronta para ser fotografada. De repente, António, de um ano, entra no plano. No seu andar ainda desajeitado, vai para ao pé da mãe e começa a “arrumar” uns pequenos candeeiros pousados numa arca. Catherine, arquiteta de interiores, ri-se com o “jeito” que o filho parece demonstrar para a decoração. É caso para dizer que “quem sai aos seus não degenera.” Hoje, é com estes “quadros” de António que Catherine decora o seu mundo pessoal. Ser mãe tem sido uma experiência profundamente transformadora para a arquiteta de interiores, que entre tantas descobertas e emoções tenta encontrar o equilíbrio entre a mulher, a mãe e a profissional.
Numa tarde passada na sua casa, em Cascais, Ca­the­rine explicou como a família que está a construir ao lado do marido, Miguel, mudou a sua vida e se tornou a sua maior fonte de inspiração.
– O Natal continua a ser uma época inspiradora?
Catherine Cabral – Sim, porque está em constante renovação. Além disso, é um tempo de magia. Surgem sempre ideias e projetos, até porque o Natal pode não ser decorado com os objetos mais óbvios, como a árvore, as pinhas ou a neve, que, aliás, nem temos.
– As casas revelam muito sobre quem lá vive. O que é que esta casa conta sobre a vossa família?
– Temos uma casa aberta e bem vivida. As almofadas não estão sempre arrumadas, ao contrário do que se possa pensar sobre a casa de uma pessoa que trabalha em decoração. Os brinquedos estão espalhados e isso acaba por refletir o dia a dia familiar. É um espaço descontraído.
– A família alterou apenas a forma como vive a sua casa ou também a mudou enquanto mulher?
– Ser mãe muda-nos. A maternidade tornou-me uma pessoa mais completa. É algo maior, nem sequer dá para imaginar. O António trouxe um novo sentido à minha vida. Também trouxe novas motivações. Fiquei muito mais ambiciosa. Sinto-me mais capaz de alcançar outras metas. O António está sempre presente nas minhas escolhas. É um amor tão avassalador que chega a ser assustador. De repente, tenho um ser totalmente dependente de mim e eu dele e isso é muito difícil de gerir. É difícil perceber onde fica a Catherine que eu era antes de ele nascer.
– A maternidade também trouxe receios?
– Sim, porque a minha vida agora é o António e isso é assustador. Não há nada que seja mais forte do que este sentimento [emociona-se].
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1166 da revista CARAS.
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Vídeo de 'making of' da sessão fotográfica que acompanha a entrevista:

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