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Jorge Corrula: “Não foi só correr, vivi muitas emoções”

O ator esteve nos Estados Unidos para realizar o sonho de participar na Maratona de Nova Iorque.

Andreia Cardinali
26 de novembro de 2017, 16:00

Jorge Corrula sempre gostou de praticar desporto, em especial de correr, e um dos seus sonhos era participar numa das maratonas mais famosas do mundo, a de Nova Iorque. Concretizou o desejo no passado dia 5, depois de dois meses e meio de preparação com Ernesto Ferreira, do Gabinete de Fisioterapia no Desporto. Em plena forma, o ator rumou à cidade norte-americana com a mulher, a atriz Paula Lobo Antunes, e a filha de ambos, Beatriz, de cinco anos, e os três usufruíram de uma experiência que não irão esquecer.
No dia a seguir à prova, e antes do regresso a Lisboa, Jorge contou-nos como tudo correu.
– Como surgiu a decisão de participar nesta maratona?
Jorge Corrula – Nos últimos anos tenho vindo a aumentar a frequência com que corro e a participar em algumas provas, e surgiu esta hipótese através da New Balance, marca à qual já estou ligado há três anos. Claro que disse logo que sim. Sempre achei que, se algum dia fizesse uma maratona, seria uma deste género, das mais emblemáticas. Queria tentar algo que fosse um grande estímulo, mas sempre pensei que este sonho fosse inalcançável. Tudo se conjugou para que este dia tivesse lugar, até a minha vida profissional, já que consegui treinar durante dois meses e meio, apesar de o habitual ser, no mínimo, quatro.
– Isso quer dizer que este sonho só foi possível por não estar a trabalhar?
– Sim. Treinei seis dias por semana e se estivesse a gravar não teria sido possível. Até tive essa hipótese, de estar a trabalhar no último trimestre do ano, mas optei por não o fazer para aproveitar esta oportunidade. Queria dedicar-me fortemente ao treino. Agora, sabendo o resultado, tenho pena de não ter começado mais cedo a treinar e talvez tivesse tido um resultado melhor, mas de qualquer modo estou muito satisfeito.
– Já passaram 24 horas. Como foi cortar a meta?
– [Risos.] O meu principal medo era não conseguir acabar num tempo do qual me sentisse orgulhoso. Na última reta, em Central Park, até tive vontade de chorar. Quando faltava um quilómetro percebi que iria conseguir acabar e num tempo que não esperava. Tinha-me proposto 4 horas e consegui em 3h29. A partir daí foi uma emoção completa, até porque a Paula e a Beatriz estavam nos últimos 800 metros. Assim que cortei a meta, voltei atrás e corri para elas.
– Deve ter boas memórias de todo o percurso...
– Fiz a prova toda com um sorriso, não que tenha sido fácil, até porque nos últimos dez quilómetros sofri imenso, mas a forma como o público te incentiva é incrível. As pessoas gritam e apoiam muito desde o início da prova até ao fim. Às tantas, fiz muito mais do que os 42 km da prova, já que tinha de andar aos “esses” para dar um high five às pessoas. Não foi só correr, vivi muitas emoções.
– E as dores, são muitas?
– [Risos.] Muitas.
– Em que lugar ficou?
– [Risos.] Não faço ideia, ainda nem vi e confesso que não é importante. Como não tenho nenhum recorde pessoal para bater, com o tempo que fiz é como se tivesse recebido uma medalha. Estou muito orgulhoso.
– Ter partilhado esta semana em Nova Iorque e esta expe­riência com a Beatriz e a Paula tornou tudo mais saboroso?
– Claro que sim, nem teria sido igual se elas cá não estivessem. Foi muito mais intenso com elas aqui, e estas coisas só fazem sentido se forem partilhadas com quem se gosta. Na véspera estiveram a preparar cartazes de incentivo para mim... Foi mesmo maravilhoso.
– Apesar dos treinos, esta semana também deu para aproveitar e estar em família...
– Sem dúvida, confesso até que não treinei o que era suposto por isso mesmo, porque também queria aproveitar os momentos a três e desfrutar da cidade em família. Fomos ver espetáculos, fomos a museus, passeámos pelos parques e divertimo-nos muito. Festejar o Halloween também fez parte, trouxemos fatos de Portugal e estivemos em dois desfiles. Foi mesmo muito bom, e acho que estes dias vão ficar para sempre nas nossas memórias. Foi talvez a melhor semana que já vivemos em Nova Iorque, apesar de já cá termos estado no Natal ou na passagem de ano, por exemplo.

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