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Sara Tavares confidencia: “Ainda tenho tudo para viver e aprender”

Depois de ter sido novamente operada a um tumor, a artista regressa aos palcos com o disco ‘Fitxadu.’

Marta Mesquita
11 de novembro de 2017, 10:00

Sara Tavares, de 39 anos, sempre foi uma apaixonada pela música, mas hoje reconhece que os palcos não lhe bastam para ser feliz. Depois de, durante anos a fio, ter levado na voz as suas raízes cabo-verdianas e portuguesas a todos os cantos do mundo, a artista percebeu que não estava “enraizada”. Quanto mais palmas ouvia, mais se sentia afastada dos seus, daqueles que alimentavam emoções que cantava e não sentia. Por isso decidiu parar e voltar a casa. Recolheu-se neste mundo de afetos, com espaço e tempo para se redescobrir. Para isso também muito contribuíram os dois tumores que teve no cérebro, o primeiro em 2009 e o mais recente no ano passado. Foi operada, respirou de alívio e passou a fazer da saúde a grande prioridade da sua vida.
Totalmente recuperada, Sara volta agora aos palcos para apresentar o seu mais recente trabalho, Fitxadu, um disco que marca o fim de um ciclo e o início de outro, bem mais pleno e equilibrado.
Numa conversa intimista, a cantora revelou as mudanças pelas quais passou enquanto mulher e artista, mostrando as emoções que a embalaram e ditaram o ritmo nestes últimos anos.
– Esteve oito anos sem editar um disco e dez meses sem subir a um palco. Foi um processo difícil ou conseguiu desfrutar desta pausa?
Sara Tavares – Vivo um dia de cada vez e aproveito todas as coisas. Fiquei dez meses longe dos palcos porque estive ocupada com outras coisas. Houve outras prioridades. Neste caso, foi a necessidade de me afastar, de me recolher para compor e para fazer um disco. Depois, houve algumas questões relacionadas com a minha saúde. Tive uma recidiva do tumor no cérebro. Descobri em junho e tive de ser operada em dezembro. Nessa altura, a minha prioridade era mesmo tratar da minha saúde. Sabia que tinha de ser operada e gravei o que pude até dezembro. Depois, só voltei ao estúdio no final de julho e terminei o álbum no mês seguinte. Desta vez tive uma recuperação mais chata… As recidivas são um bocadinho mais esquisitas.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1161 da revista CARAS, nas bancas.
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Vídeo de 'making of' da sessão fotográfica que acompanha a entrevista:

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