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Cláudio Ramos: "Há coisas que o dinheiro não compra"

O apresentador, de 43 anos, garante que, apesar de ser poupado, há coisas em que investe sem pensar duas vezes.

Cláudia Alegria
8 de outubro de 2017, 10:00

Uma infância difícil, durante a qual se deitou muitas vezes com fome, moldou-lhe a personalidade. As mágoas que marcaram o seu passado têm conduzido Cláudio Ramos por caminhos antagónicos aos que presenciou nos primeiros anos de vida. Aos 43 anos, o apresentador pode ter muitas dúvidas e inseguranças, mas há objetivos que estão bem delineados na sua cabeça, sobretudo desde o nascimento da filha, Leonor, há 13 anos. Ter um pé de meia para fazer face a eventuais dificuldades e uma casa paga, de modo a poder proporcionar à filha o conforto que ele não teve. Para lá chegar, tem adotado ao longo dos anos estratégias para poupar o máximo que conseguir e algumas dessas dicas estão agora impressas em papel, no livro Truques do Cláudio – Poupar de A a Z, que o apresentador do programa Passadeira Vermelha, da SIC CARAS, acaba de lançar.
– Como é que surgiu a ideia deste livro?
Cláudio Ramos – No programa da manhã tenho o espaço As Dicas do Cláudio que tem a ver com poupança e as pessoas questionavam-me muitas pessoas se eu, de facto, fazia aquilo que defendia, como ir juntando todos os dias moedas num mealheiro. A certa altura, o Manuel S. Fonseca, da editora Guerra & Paz, convidou-me para fazer um livro sobre este assunto.
– Acha que é poupado ou forreta?
– Poupado. Há uma linha que separa o ser poupado do ser forreta. Eu tenho algum medo de me tornar forreta e deixar de gastar dinheiro, mesmo podendo fazê-lo, pensando que me pode fazer falta amanhã. Mas sou assim porque fui habituado a poupar sempre, com medo de não ter mais tarde. Sei que não sou forreta porque, se for jantar fora com amigos ou viajar, não olho aos custos. O que não gosto é de gastar em coisas que sinto que não há necessidade, porque o dinheiro é uma coisa muito volátil, efémera, dura pouco tempo. Temos muitos exemplos de pessoas que tiveram muito dinheiro e que, de repente, ficaram aflitos. Eu não quero passar por isso. O meu objetivo é ser orientado e há muitos anos que tenho um truque: colocar sempre de lado 10 por cento do que ganho. Pode não parecer muito, mas no fim do ano já é alguma coisa. Seja para jantar fora, gastar na passagem de ano ou comprar uma roupa nova, vale sempre a pena poupar.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1156 da revista CARAS.
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