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Gabrielle Union fala sobre experiência traumática na adolescência

"Não saí de casa durante um ano inteiro".

CARAS
5 de outubro de 2017, 15:00

Gabrielle Union abriu o coração sobre a sua jornada de vítima a sobrevivente. No verão antes de começar o seu segundo ano de faculdade, a atriz foi violada sob a ameaça de uma arma por um estranho na loja Payless em que trabalhava. No seu novo livro intitulado 'We’re Going to Need More Wine', Uninon recapitula o episódio traumático e como eventualmente recuperou emocionalmente. "A forma como o meu pai olhou para mim depois [de saber o que tinha acontecido], oh meu Deus, ainda é um pesadelo", lê-se no livro. "Processei o Payless por negligência, mas queria processá-los por o meu pai ter olhado assim para mim. Era um olhar de: Danificada. Vítima. Culpa. Medo. Eu era a miúda de quem os pais se gabavam. Tinha ótimas notas. Era a atleta perfeita. Blah blah blah. E naquele momento, estava danificada".
O atacante foi apanhado e acabou por ser condenado a 33 anos de prisão. Por sua vez, Gabrielle venceu o processo por negligência contra a Payless porque os empregadores não deram qualquer aviso aos funcionários sobre o indivíduo, apesar de este já ter sido identificado anteriormente por furto noutra loja na área. Mesmo tendo conseguido justiça no tribunal, a estrela compara as consequências duradouros do sucedido a uma "infeção incurável". "Depois de ter sido violada, não saí de casa durante um ano inteiro, a não ser que tivesse de ir ao tribunal ou a uma sessão de terapia", escreveu no livro. "Vinte e quatro anos depois, o medo ainda influencia tudo aquilo que faço".
Contudo, o medo não impediu Gabrielle de seguir os seus sonhos, incluindo uma carreira na área da representação. Atualmente, faz sucesso no papel da jornalista Mary Jane Paul na série 'Being Mary Jane' do canal BET. Com a fama como plataforma e com a ajuda de "muita terapia", a atriz sente que está numa posição em que pode usar a sua história para ajudar outras pessoas. "Sempre que conto a história é uma revelação de que preciso de continuar a partilhar, visto que há muito mais vítimas que sobreviventes", disse à revista PEOPLE. "Eles precisam de saber que a cura é um processo - um processo lento como fazer uma escalada com uma mão atada às costas, mas há esperança. Nunca vou parar de partilhar, e vou tentar educar o máximo possível pelas pessoas sem voz e por aqueles que não tiveram o mesmo tratamento que eu".

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