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Mariza: “Se não tivesse sido mãe, teria perdido o melhor de mim”

A fadista falou sem reservas do amor inabalável que sente pelo filho, Martim, agora com seis anos.

Cristiana Rodrigues
24 de setembro de 2017, 10:00

No palco extravasa emoções. Fá-lo com a voz, segura e de maturidade consolidada. Fora dele, Mariza, 43 anos, expressa-se com a mesma garra. E só desarma e transparece emoções quando fala de Martim, fruto do seu casamento com o empresário António Ferreira, de quem estará separada, embora não tenha querido confirmá-lo.
Martim, agora com seis anos, que nasceu prematuro e lutou pela vida nos seus primeiros dias, fez dela, como diz, “um tanque de combate”. Está pronta para enfrentar tudo e todos. Numa conversa descontraí­da, durante um encontro no Amoreiras Shopping Center – onde a fadista vai dar um concerto no próximo dia 27, às 20h30, na escadaria da Praça Central, por ocasião do 32.º aniversário daquele espaço –, acabámos por centrar o assunto nas aprendizagens que a maternidade lhe trouxe.
– Ter filhos nunca tinha sido um sonho. Hoje, a viver esta aventura que é ser mãe, acha que teria perdido muito se não o tivesse sido?
Os médicos diziam que eu não podia ter filhos e por isso esse acabou por não ser um objetivo para mim. A minha vida tinha, no entanto, um sentido, uma lógica e muitas metas para cumprir. Até que, contra todas as expectativas, fiquei grávida. E hoje tenho a certeza que sim, que teria perdido o melhor de mim.
– Acha que vive tudo mais intensamente porque o Martim poderia não ter resistido?
A mente humana é muito interessante, porque os maus momentos, ou que me foram mais dolorosos, ficam meio esfumaçados, há muita coisa de que não me lembro. Foi tão doloroso, foram momentos horríveis de que não quero lembrar-me. O meu filho foi operado ao coração com quatro meses... Mas acho que não é por isso. Acho que é por ser mãe pela primeira vez. Fico a olhar para ele embevecida e a imaginar como é que ele será daqui a uns anos...
– Mas, no fundo, não quer que o tempo passe depressa...
É um misto de sensações. Já fui mãe tarde, por isso, não sei se terei oportunidade para ver metade da vida do meu filho, então, ponho-me a imaginar se ele vai ser um bom miúdo, correto, educado, preocupado com o próximo. E a tentar perceber se fiz bem o meu papel de mãe.
– Há três anos, numa entrevista à CARAS, dizia que tinha a família que sempre idealizou.
Continuo a ter a família que sempre idealizei, maravilhosa, protetora, muito próxima. O incrível é que são todos muito atentos e tentam proteger-me.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1154 da revista CARAS.
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