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Inês Herédia: “Vejo coisas positivas em tudo, mesmo no mais duro”

A atriz é a aposta da SIC na nova telenovela, ‘Paixão’, e não podia estar mais feliz e agradecida.

Vanessa Bento
23 de setembro de 2017, 14:00

O sorriso aberto de Inês Herédia, de 27 anos, e os seus caracóis cor de fogo não são totalmente desconhecidos do grande público. Em 2012, juntamente com a sua voz forte, mas doce, conquistaram admiradores, quando Inês se deu a conhecer no programa da SIC Ídolos. Hoje regressa à casa onde começou, mas fá-lo seguindo o caminho das estrelas que conduzem aos sonhos. E é com uma entrega total e a garra que a caracteriza que a atriz abraça a nova telenovela de horário nobre da estação de Carnaxide, Paixão. Nome que assenta na perfeição a Inês Herédia, ou não fosse ela uma mulher feita de emoções, que não se prende no medo de as viver plenamente, nem sequer de as demonstrar na volatilidade dos dias. Porque, tal como diz: “Eu sou calor, não sou frio.”
– Entrou pela primeira vez em casa dos portugueses através do Ídolos. Agora prepara-se para voltar a fazê-lo na nova telenovela da SIC. Entre um projeto e o outro, como foi o seu percurso?
Inês Herédia –
Foi uma vida de muito estudo. Quando acabei o programa Ídolos, fui estudar para Londres. Já tinha estudado cá representação, mas achei que não tinha bagagem suficiente – e, honestamente, acho que não vou ter nunca. Estive primeiro em teatro musical e depois estudei Acting for Screen, que é o que gosto mais.
– O que é que esses anos passados em Londres lhe deram?
– O que é que não me deram? Londres é uma cidade muito dura, é uma espécie de um espelho, porque te revelas para ti. É um confronto contigo mesma. E para mim foi super duro. Adorei Londres, se voltasse atrás fazia tudo igual, mas foi muito difícil viver lá.
– Foi uma autodescoberta.
– Foi. Mas quando decidi voltar, foi como se tivesse levado com uma porta na cara. Portugal é o meu país, é a minha casa e eu adoro viver aqui. Mas o que senti quando voltei... É algo interior. Há um gap [espaço] de dois anos na minha vida que as pessoas mais importantes para mim não acompanharam diretamente. Há uma espécie de lacuna que fica para sempre. Mas acredito que já me reencontrei.
– Há quatro anos, quando estava em Londres, foi-lhe diagnosticado um quisto nas cordas vocais. Foi um murro no estômago?
– Foi a altura mais negra da minha vida. Estava na escola de teatro musical e os meus professores começaram a sentir que eu não conseguia passar para a voz de cabeça. Levaram-me ao otorrino da [cantora] Adele e fiquei a saber que tinha um quisto benigno nas cordas vocais, já com um nódulo por cima. Tinha duas opções: não fazer nada e daqui a uns dez anos poderia deixar de falar, ou operar.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1154 da revista CARAS.
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