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João Montez reconhece: “Gosto de corresponder às expectativas”

O apresentador, uma aposta de Cristina Ferreira na TVI, revela quais os sonhos que quer realizar tanto na televisão como fora dela.

Marta Mesquita
4 de setembro de 2017, 11:00

João Montez, de 26 anos, é um “rapaz certinho”, mas tem também um lado de enfant terrible que ainda não teve oportunidade de mostrar em televisão. Trabalhador e com talento, o apresentador é uma das grandes promessas da TVI, uma responsabilidade que o leva a desafiar-se a cada emissão do programa Somos Portugal. As oportunidades que tem agarrado na apresentação deixaram para segundo plano a representação, um sonho que está “adormecido, mas que não está morto”, como assegura.
Se na televisão se sente realizado, o mesmo acontece na sua vida pessoal. Depois de ter terminado, no início do ano, um namoro bastante longo, João admite que há uma pessoa especial na sua vida. Contudo, como é uma relação muito recente, prefere resguardar-se e não avançar pormenores.
Numa tarde passada na Praia CARAS, na Comporta, o apresentador revelou o caminho que quer trilhar no ecrã, mostrando ainda o homem que é fora da televisão.
– A representação foi o seu primeiro amor, mas acabou por se tornar apresentador. Hoje, como é que se define?
João Montez
– Acabo por ser um artista, pelo menos é assim que me sinto. Ser ator é um sonho que está adormecido, mas que não está morto. Não estava à espera de ser apresentador, foi algo que surgiu, mas que me tem conquistado. Sinto-me realizado.
– Parece que, acima de tudo, é um comunicador...
– Penso que sou um comunicador desde pequeno. Sempre fui tímido, mas dentro de casa era o enfant terrible. Não havia festa de Natal ou de aniversário em que não montasse um espetáculo. Achava que iria ter um emprego de escritório, mas como não tive média para entrar em Economia acabei por escolher Comunicação Social. Todos me diziam que comunicava e escrevia muito bem. Sempre adorei escrever. Por isso decidi seguir essa área. Mas achei que iria para assessoria de comunicação ou algo do género, até porque a televisão sempre foi uma área instável e na qual é difícil entrar. Quando terminei o curso, fiz rádio, mas, entretanto, como o bichinho da representação estava cá, arrisquei e fui estudar representação para os Estados Unidos. Estive lá dois anos e meio, tentei a minha sorte e depois regressei. Se pudesse, teria ficado em Los Angeles. Lá respira-se comunicação e representação.
– Quando regressou, surgiu a oportunidade de se tornar apresentador. A Cristina Ferreira é uma das pessoas que mais puxaram por si. Lida bem com as expectativas que os outros têm de si?
– É um peso grande, sobretudo em televisão, onde nos dão pouco tempo para mostrar o que valemos. Mas eu gosto de desafios. Ainda não mostrei o meu lado mais travesso e cáustico, mas ele está cá. Contudo, também sou um rapaz certinho e organizado. Costumo dizer que sou o orgulho da avó.
– Lida bem com a competição que existe nesta área?
– Sei que a competição está lá, mas tento não me focar nela. Concentro-me no meu trabalho. A televisão é o meu negócio, digamos assim. Claro que gosto de ser reconhecido na rua, mas não me iludo nem deslumbro. Além disso, há um lado menos bom em tudo isto. Tenho de estar sempre apresentável e não posso mostrar o meu pior “eu”, porque as pessoas estão à espera de me ver de uma determinada maneira e eu gosto de corresponder às expectativas.
– E o que é importante para si fora da televisão?
– As minhas pessoas. Tenho um núcleo muito pequeno e tento preservá-lo ao máximo.
– Até onde o levam os seus sonhos?
– Gostava muito de ter a minha própria família, mas neste momento a prioridade é a minha vida profissional. Adoraria ter um programa em nome próprio, um talk show, por exemplo. Caminhamos para conteúdos rápidos, muito consequência da era digital que vivemos. E gostava de rebobinar e fazer um bocadinho da televisão com que cresci.
– E há alguém especial na sua vida, ao lado de quem possa realizar esse sonho de ter a sua própria família?
– Neste momento tenho uma nova relação e estou a ver no que dá. Não estava à espera que isto acontecesse. Como está muito no início, prefiro não falar sobre isso. Estou feliz.

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