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Miguel Araújo canta a sua vida: “O meu novo disco é totalmente autobiográfico”

A propósito da edição de “Giesta” conversámos com o músico no Passeio Alegre, na Foz.

Joana Brandão
2 de setembro de 2017, 16:00

Ao seu terceiro disco a solo, Miguel Araújo revela-se. Sobre Giesta, diz que é um trabalho “totalmente autobiográfico”, no qual canta o Porto cosmopolita dos anos 80, a agitação dos primeiros centros comerciais – Dallas e Brasília –, e as visitas à loja de brinquedos Bazar Paris. Foi em casa, na Senhora da Luz, na Foz, que compôs e gravou a maior parte deste álbum, o primeiro que edita após a saída dos Azeitonas. Um trabalho que teve sempre como primeira ouvinte a sua mulher, a artista plástica Ana Sequeira. O casal, que tem dois filhos, Joaquim, de cinco anos, e Luís, de três, espera o seu terceiro filho para breve. A fazer uma digressão pelo país, Miguel tem concertos marcados para os coliseus de Lisboa e Porto para o próximo mês de novembro.
Popular no seu bairro, o músico todas as manhãs leva os filhos à escola, faz a sua corrida e toma um banho nas águas frias da Foz. Aos 39 anos, diz ser um homem feliz com a família que criou, com o que tem conquistado e por poder andar de calções, chinelos de enfiar no dedo e despenteado.
Giesta é o nome da zona onde cresceu. É um regresso ao passado?
Miguel Araújo – Sim, é um disco de memórias, sobre a casa da minha avó. Gravei-o essencialmente em casa e tem um som caseiro, artesanal. Por tudo isso, é um disco bastante pessoal.
– Desde miúdo que se dedica à música, mas formou-se em Gestão. Se a música não tivesse acontecido, estaria de fato e gravata a gerir uma empresa?
– De facto. E pior ainda: provavelmente de fato. Mas a música é ciumenta e requisitou-me só para ela. Foi literalmente à chapada que a música açambarcou tudo de mim. Não tive hipótese.
– É o único músico da sua família, mas os seus filhos já o acompanham aos concertos. Eles mostram apetência para a música?
– O mais velho adora. Adora Beatles e canta as músicas todas. Apetência não sei, ainda é cedo para ver. Eles costumam ir aos concertos. Muitas vezes vamos todos em família, mas por causa das horas, eles só assistem aos ensaios de som.
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1151 da revista CARAS.
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