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Eugénio Campos comemora 30 anos de carreira: “Ainda tenho muito para dar”

Joias para senhora e homem, relógios e marroquinaria são, para já, os produtos com a marca Eugénio Campos. Para breve, fez saber, haverá novidades. Enquanto isso não acontece, o joalheiro aposta na personalização de joias para ocasiões especiais, como casamentos e nascimentos.

Joana Brandão
2 de setembro de 2017, 10:00

“Foram 30 anos muito positivos, em que crescemos em termos de notoriedade e posicionamento no mercado. Demarcámo-nos do resto do setor, ganhámos visibilidade e fomos bem sucedidos”, começa por dizer Eugénio Campos, que acaba de celebrar os seus 52 anos de vida e que com apenas 21 começou a revolucionar a joalharia em Portugal.
Tudo começou em 1987. “O início foi difícil. Comprava e vendia joias em prata, e não havia espaço para coisas diferentes. Aos poucos fui crescendo e fidelizando clientes. Nos anos 90 veio a fase das pratas decorativas e senti um crescimento notório. Depois, veio a crise, a recessão. Foi então, em 2002, que tive de fazer uma transformação. Fui visionário e percebi que o futuro passava pelo registo de uma marca, por coleções e imagem próprias, por uma exposição exclusiva e diferenciada. Tivemos arte e engenho para dar a volta à crise e começámos a crescer com a marca Eugénio Campos. Olhando para os últimos 15 anos, só tenho que me orgulhar por tudo aquilo que conseguimos”, explica, na nova sede da empresa, em Vila Nova de Gaia.
Ao seu lado, no trabalho e na vida, está sempre a mulher, Rosa Maria. “Somos uma equipa e este projeto é dos dois. Já nos conhecíamos antes e desenvolvemos tudo em conjunto. Cada um tem o seu departamento, o seu espaço e as suas áreas de responsabilidade na empresa. Mas eu não levo trabalho para casa, só a Rosa Maria leva às vezes”, conta.
Os dois filhos do casal, Rafaela e Diogo, são os naturais herdeiros do ‘império’ Eugénio Campos. “Eles são o nosso maior orgulho. E ambos têm no pai um exemplo a seguir. Os nossos filhos conhecem a nossa história, sabem que criámos a empresa do zero e subimos todos os degraus a pulso. Tudo o que conseguimos foi à nosso custa”, intervém Rosa Maria. E Eugénio continua: “Os nossos filhos são uns jovens adultos bem educados, regrados e responsáveis. Estamos muito felizes com eles e se assim continuarem terão um futuro brilhante e feliz.”
Rafaela, de 24 anos, licen­ciou-se em Gestão e fez um mestrado em Marketing de Moda, e Diogo, de 21, está a terminar Design de Comunicação, pretendendo, em seguida, estudar ainda Design de Joalharia e Gemologia. No entanto, o pai alerta: “Nenhum deles entrará na empresa só porque é meu filho. Só haverá espaço se eles forem uma mais-valia para a Eugénio Campos.” Isto porque, esclarece, ainda está longe de pretender reformar-se: “Ainda tenho muito para dar. Tenho 52 anos e vontade de fazer mais. O projeto da Eugénio Campos é vasto, mas está tudo planeado e é ótimo saber que poderei contar com o apoio dos meus filhos na organização, no entanto ainda faltam muitos anos para a passagem de testemunho.”
Para marcar a efeméride dos 30 anos foram lançadas duas coleções comemorativas: uma, intitulada Coroa, com o símbolo da marca, outra, chamada Estrelas, em homenagem às clientes, com peças numeradas e limitadas, em prata, ouro e diamantes. Outra das novidades é a sede da Eugénio Campos em Vila Nova de Gaia. “Finalmente, ao fim de 30 anos, tenho o espaço com que sempre sonhei. É um motivo de orgulho muito grande ter esta oficina, a empresa organizada em departamentos e um showroom com todas as condições”, conclui o joalheiro.

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