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Joana Ribeiro: “Neste momento, a minha privacidade é o meu bem mais precioso”

Discreta sobre a sua vida amorosa, a atriz, de 25 anos, vive dias felizes ao lado de João Jesus.

Andreia Cardinali
19 de agosto de 2017, 14:00

À primeira vista, Joana Ri­beiro, de 25 anos, pode pa­recer uma menina, dado o seu ar jovial, mas a determinação que põe em cada palavra depressa desfaz essa ideia. Loura por causa da personagem que fez no filme O Homem que Matou D. Quixote, do norte-americano Terry Gilliam (um dos comedian­tes dos Monty Pitton), a atriz acredita que esta cor de cabelo a deixou “mais atrevida”. Uma atitude temporária, já que deverá regressar ao seu tom natural para a personagem que interpreta na nova novela da SIC, Paixão.
O encontro numa perfumaria onde foi experimentar uma linha de maquilhagem proporcionou uma conversa em torno da beleza e dos cuidados que a atriz tem no dia a dia, mas acabou por conduzir à sua vida profissional e ao seu namoro com o também ator João Jesus.
– Tem uma ligação à marca Guerlain por motivos familia­res.
Joana Ribeiro –
Sim. Na verdade, são dois motivos, um familiar e outro profissional. Familiar porque na minha adolescência, ali entre os 14 e os 16 anos, usava muito o terracota da Guerlain, que a minha mãe sempre teve em casa. Ela sempre foi muito morena, ao contrário de mim, e eu “roubava-lhe” esse pó para ficar com um ar mais bronzeado, embora hoje em dia goste deste meu tom, mais branca. [Risos.] Outra ligação à marca é já pela experiência profissional: este ano, enquanto estive a fazer a série da RTP Madre Paula, a maquilhadora pôs-me o L’ Or, que é só o melhor creme de todos os tempos! Faz mesmo milagres, parece que se dormiu 18 horas.
– Isso quer dizer que, apesar da sua idade, não descura os cuidados com a pele...
Sempre tive muitos cuidados, em especial com o sol. Primeiro, porque, para o trabalho, preciso de ter uma boa pele; depois, porque em adolescente tive acne e aprendi que uma pele boa é o maior segredo de beleza, é o nosso cartão-de-visita. Por isso desmaquilho-me sempre, bebo muita água, faço exercício, tento ter uma alimentação saudável e usar produtos de boas marcas. Prefiro investir em produtos bons do que gastar dinheiro em roupa e outras coisas, por exemplo.
– Está com um visual muito diferente, de cabelo claro.
Sim, tornei-me loura em março e sinto-me muito bem. É a primeira vez, e fiquei um pouco assustada, mas confesso que estou a achar imensa graça. Depois, como era para interpretar uma personagem, ajudou-me imenso, já que gosto que me deem ferramentas como esta de trabalho.
– O tom louro será para manter?
Bom, na verdade era para ser, mas acho que vou voltar a ser morena para a próxima novela da SIC, que começo a gravar em agosto.
– Depois de um ano parada, tem estado desde janeiro a trabalhar ininterruptamente. Deve ser compensador.
É verdade, ainda não parei e a nível de trabalho está a ser o ano mais preenchido e enriquecedor de sempre. Fiz a série da RTP, um filme de um realizador que adoro, vou fazer esta novela... Só faltava um espetáculo de teatro. [Risos.] Tem estado a correr muito bem, tenho tido imensa sorte.
– Sei que não gosta muito de falar da sua vida privada, mas é inevitável fazer-lhe perguntas tendo em conta que o João é também uma figura pública. Serem ambos atores facilita a maneira como encaram as particularidades da profissão?
Não sei [risos], nunca pensei muito nisso. Acho que não tem a ver com o facto de ser ator ou não, mas sim das pessoas se entenderem. O meu trabalho é como qualquer outro, todos têm os seus horários, todos têm as suas coisas desagradáveis, faz parte da vida de qualquer pessoa.
– Tem alguma reserva quando se trata de falar da sua vida amorosa.
Sim. Primeiro, sou uma pessoa reservada em geral e nesta época da Internet já estamos demasiado expostos. As pessoas não têm de me conhecer por questões pessoais ou privadas, mas sim pelo meu trabalho. Depois, acredito que quanto mais as pessoas souberem da minha vida privada menos vão acreditar nas personagens que interpreto. Há quem goste de explorar a relação e falar sobre ela. Respeito essa opção, mas nunca fui assim. Tenho confidentes, claro, mas há coisas que guardo só para mim. Neste momento a minha privacidade é o meu bem mais precioso.

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