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Tâmara Castelo rendida ao Oriente: “A temporada na China mudou a minha vida em todos os sentidos”

Licenciada em Medicina Chinesa e com uma pós-graduação em homeopatia, a filha de Virgílio Castelo acaba de lançar o livro ‘Curar Sem Medicamentos’, no qual partilha as suas aprendizagens.

Cláudia Alegria
22 de julho de 2017, 12:00

Nunca teve dúvidas quanto à área profissional que queria seguir. Sem conseguir explicar muito bem porquê, Tâmara Castelo diz que sempre quis estudar medicina e foi por uma “casualidade feliz” que acabou por ser ‘conduzida’ até à medicina tradicional chinesa, cujos fundamentos a apaixonaram de tal forma que ainda hoje fala com entusiasmo do início da carreira, há 12 anos, quando viajou pela primeira vez para a China, onde estagiou no hospital estatal da Faculdade de Medicina de Nanquim. A licenciatura em Medicina Tradicional Chinesa, à qual somou uma pós-graduação em homeopatia, a par dos anos de experiência que adquiriu no contacto com doentes na sua clínica levou a filha do ator Virgílio Castelo a reunir algumas dicas que podem ajudar a tratar as doenças mais comuns através da alimentação e de remédios naturais. Com o livro Curar Sem Medicamentos, Tâmara Castelo pretende mostrar de forma simples e prática as várias ferramentas que estão ao nosso alcance para combater algumas doenças. Casada com o chef Chakall e mãe de duas meninas, Flor, de sete anos, e Noa, de dois, a médica, de 33 anos, explicou à CARAS de que forma a sua ligação ao Extremo Oriente acabou por moldar a sua personalidade.
– Seguir medicina tradicional chinesa não resultou de uma opção consciente, mas de um caminho para o qual foi sendo direcionada pela vida?
Tâmara Cas­telo – Sim. Aos 17 ainda estamos um bocadinho perdidos para ter de optar por uma área. Eu sabia que queria medicina, mas não sabia bem o quê. Comecei a interessar-me pela medicina chinesa, que conhecia porque sofria imenso com alergias – rinite, asma, reações alimentares – e já tinha ido a várias consultas, mesmo de homeopatia. Inscrevi-me no curso da Escola Superior de Medicina Chinesa e, como fui colocada, decidi experimentar o primeiro ano. Os meus pais nunca me pressionaram, portanto, eu tinha a tranquilidade de, se não gostasse, mudar até encontrar o que queria fazer. Adorei o primeiro ano, adorei o segundo e depois fui para a China.
– Foi nessa altura que se confrontou com a dificuldade de fazer compras nos supermercados?
– Os primeiros 15 dias foram surreais. O que vale é que estou sempre bem disposta, mas houve muitos colegas meus a passar mal. Hoje a realidade é completamente diferente, os chineses deram um pulo gigante, mas em Nanquim, há 13 anos, ninguém falava inglês nem nunca tinham visto ocidentais. Com os poucos ocidentais que via na rua, metia logo conversa só para poder falar dez minutos. Somos tão poucos numa cidade tão grande que acabamos por criar amizades interessantes com pessoas das mais diversas culturas: gregos, australianos, neozelandeses... Depois, como tinha sempre duas semanas de férias, acabei por ficar a conhecer a Ásia toda.
– Sozinha?
– Não, fui tendo companhia. Viajei com amigos, foi um tempo que adorei. Trabalhámos no hospital central da cidade, que é um colosso, mas a experiência foi boa, de uma maneira geral. Difícil, porque é uma cultura muito diferente e, por vezes, a adaptação torna-se um bocadinho complicada, mas foi ótima para ‘sair do quadrado’. Era impossível ser quem sou hoje sem ter ido à China.
– Mudou para a vida?
– Sim. Até hoje, é determinante na minha vida. Nessa altura via­java muito. Quando toda a gente ia para o Algarve, eu ia para outro sítio qualquer. Poder conhecer outras realidades faz-nos um apelo gigante à diferença. Trouxe-me tanta coisa boa, a tantos níveis… Foi uma boa experiência. Ah, também apanhei mononucleose. Ia morrendo...
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1145 da revista CARAS.
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