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Maria Tina Pereira: “‘No bullshit’. Esta divisa assenta-me como uma luva”

A produtora de eventos recebeu-nos para uma conversa e sessão fotográfica na sua casa, em Leça da Palmeira.

Rita Ferro
16 de julho de 2017, 14:00

Chama-se Maria Tina Pe­rei­ra, é casada com Rui Pires Pereira, engenheiro civil, e tem dois filhos encantadores: Ágata, de 32 anos, e Tomás, de 30. É do Porto, mas Lisboa já a descobriu. Depois de deixar a Faculdade de Ciências do Porto, onde cumpriu dois anos de uma licenciatura em Química, e de uma breve passagem pelo serviço de cirurgia torácica do Hospital de São João, abraçou uma das profissões mais extenuantes do mercado empresarial e tantas vezes esquecida pelas pessoas que usufruem dos seus milagres criativos: produtora de eventos. Fez um estágio profissional para uma produtora de TV, onde produziu filmes publicitários e institucionais, e colaborou com uma equipa da TV Globo dirigida pelo guionista Doc Comparato. É depois desta experiência que funda a sua primeira empresa de produção, Maria, Maria, Produções Publicitárias, numa época em que não havia ainda muitos produtores, repartindo-se por trabalhos de toda a natureza: cenários para a TV, criação de guarda-roupa, produção fotográfica, catálogos de moda, organização de desfiles, vitrinismo, representação de têxteis, azulejos, porcelana e lingerie, e alternando tudo isto com importantes produções para a Exposição Porto 1865, no Museu de Soares dos Reis, para a Expo 98. É então que o marido se lhe associa e fundam uma segunda empresa, esta de representação de grandes marcas estrangeiras no mercado brasileiro, pelo que foram viver quatro anos no Rio de Janeiro com um escritório em São Paulo, onde foi sócia da empresa Onstock, representando grandes marcas de design para decoração. Há dias, teve um convite que aceitou com alegria: foi escolhida pelo designer italiano Stefano Giovannoni para representar a sua nova marca Qeebo. O leque das suas actividades é tão extenso e profuso que o filho, um dia, lhe pergunta com graça: “Qualquer dia a mãe está a dar aulas de natação, não?” Recebeu-nos na sua maravilhosa casa em Leça da Palmeira, com vistas sobre o mar, onde o seu refinado sentido estético a representa em cada pormenor.
– Existe formação específica para a produção de eventos?
– No meu caso, cursei En­genharia Publicitária na Uni­versidade Fernando Pessoa e ainda Ciências da Comunicação, ramo de Publicidade. Na primeira agência de publicidade em que trabalhei, o director criativo – João Carlos Olivieri, “O Jonga – achou que eu tinha talento para produtora e “enviou-me” em missão profissional para uma produtora de TV para acompanhar um trabalho da agência. Aí começa o meu trabalho de produtora.
– De onde lhe vem este gosto por grandes desafios?
– Quando me desafiam, mesmo sem me dar conta, já estou dentro! É um gosto inato e inconsciente, sou muito emocional e só sei fazer as coisas com paixão! Neste momento estou a trabalhar com a Isabel Rocha e Mello na Uzina Eventos, do António Roquette, do Pedro Paixão e do Gustavo Suarez, que me preenche total­mente. Aprecio imenso a irreverência da equipa e a forma frontal e directa com que se aborda o trabalho: é para ser feito, no bullshit! Esta divisa assenta-me como uma luva!
Leia esta entrevista na íntegra na edição 1144 da revista CARAS.
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